- A saída de Luís Roberto Barroso do STF coloca Jorge Messias, atual advogado-geral da União, como principal candidato a ocupar a vaga, com Lula devendo conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, antes da indicação.
- A confirmação depende de sabatina e da aprovação da maioria dos senadores, após conversas políticas em andamento.
- Messias ganha destaque por ligar o Palácio do Planalto ao eleitorado evangélico, com atuação que inclui a criação da Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD), apelidada pela oposição de “Ministério da Verdade”.
- A PNDD mira enfrentar desinformação e regular redes sociais, incluindo ações relacionadas às enchentes no Rio Grande do Sul em 2023.
- Além da AGU, Messias tem histórico de atuação política, participação em encontros com líderes evangélicos e na Marcha para Jesus, além de passagens pela Casa Civil durante o governo Dilma Rousseff.
Desde o anúncio da saída de Luís Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado-geral da União, Jorge Messias, surge como o principal candidato para ocupar a vaga. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, antes de confirmar a indicação, que, após sabatina, precisa da aprovação da maioria dos senadores.
Messias, que tem se destacado no governo Lula, é visto como um elo entre o Palácio do Planalto e o eleitorado evangélico. Sua atuação inclui a criação da Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD), uma iniciativa para combater a desinformação e regular as redes sociais. O órgão, apelidado de “Ministério da Verdade” pela oposição, visa enfrentar campanhas de desinformação, como as que surgiram após as enchentes no Rio Grande do Sul em 2023.
Atuação e Controvérsias
No início de sua gestão, Messias pressionou grandes empresas de tecnologia, como a Meta, para que suas práticas de algoritmos fossem mais transparentes. Ele argumenta que a dependência tecnológica do Brasil em relação a essas empresas estrangeiras é um grande desafio. Durante sua tese de doutorado, Messias criticou a agenda “ultraliberal” adotada após o impeachment de Dilma Rousseff, abordando temas como a erosão de direitos trabalhistas e a privatização de ativos públicos.
Além de sua atividade na AGU, Messias também tem se envolvido em ações políticas, participando de encontros com líderes evangélicos e na tradicional “Marcha Para Jesus”. Sua proximidade com o eleitorado evangélico é estratégica, considerando que esse grupo tende a se alinhar com pautas conservadoras.
Com um histórico que inclui passagens pela Casa Civil durante o governo Dilma, Messias é um nome que gera tanto apoio quanto controvérsia, refletindo as complexidades da política brasileira atual.
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