- A família Fanjul negocia uma parceria com a Coca-Cola para fornecer açúcar de cana cultivado nos Estados Unidos, com o lançamento previsto para o outono de 2025 e detalhes ainda em sigilo. A empresa é avaliada em US$ 4 bilhões e controla a Florida Crystals, a Domino Sugar e ativos na República Dominicana (Central Romana).
- O ex-presidente Donald Trump intensificou a relação ao questionar a Coca-Cola sobre o uso de açúcar de cana e manter contato com José “Pepe” Fanjul, um de seus principais doadores; James Quincey, CEO da Coca-Cola, também participou das discussões.
- A Florida Crystals representa 16% da produção de açúcar bruto nos Estados Unidos, com receita de US$ 5,5 bilhões em 2024; a empresa enfrenta críticas relacionadas a práticas de trabalho e sustentabilidade na República Dominicana, onde a Central Romana é a maior produtora do país.
- A família Fanjul tem histórico de influência política, contribuindo para candidatos de ambos os partidos; desde 2016, ao menos US$ 7 milhões foram destinados a campanhas de Trump, beneficiando-se de tarifas que protegem o açúcar americano e de preços elevados mantidos pelo governo.
- Alegações de trabalho forçado e poluição ambiental cercam o grupo, que nega as acusações e afirma investir em melhorias nas condições de trabalho e na sustentabilidade; a novidade da Coca-Cola pode ampliar os negócios caso Trump mantenha políticas favoráveis ao setor.
A família Fanjul, um dos maiores grupos de açúcar dos Estados Unidos, está em evidência por sua nova colaboração com a Coca-Cola, visando o fornecimento de açúcar de cana cultivado nos EUA. O lançamento está previsto para o outono de 2025, mas detalhes permanecem em sigilo. Os Fanjuls, que possuem um império avaliado em US$ 4 bilhões, controlam a Florida Crystals e a Domino Sugar, além de ativos na República Dominicana.
O envolvimento do ex-presidente Donald Trump com a família se intensificou, especialmente após questionar a Coca-Cola sobre o uso de açúcar de cana em seus produtos. Durante uma reunião, Trump expressou seu desejo de ver a empresa usar açúcar de cana, o que levou a um contato direto com José “Pepe” Fanjul, um de seus principais doadores. James Quincey, CEO da Coca-Cola, também participou de discussões sobre a nova linha de produtos, que promete ser um movimento significativo para a empresa.
Relações Políticas e Estratégias de Mercado
Os Fanjuls têm uma longa história de influência política, doando para candidatos de ambos os partidos. Desde 2016, a família e suas empresas contribuíram com mais de US$ 7 milhões para campanhas de Trump. Essa relação tem sido benéfica, especialmente com o apoio de tarifas que protegem o açúcar americano. O governo dos EUA tem mantido preços do açúcar elevados, o que favorece os negócios da família.
A Florida Crystals representa 16% da produção de açúcar bruto nos EUA, com receita de US$ 5,5 bilhões em 2024. Contudo, a empresa também enfrenta críticas relacionadas a práticas de trabalho e sustentabilidade em suas operações, especialmente na República Dominicana, onde a Central Romana é a maior produtora de açúcar do país.
Desafios e Controvérsias
Apesar do sucesso, os Fanjuls têm sido alvo de controvérsias, incluindo alegações de trabalho forçado e poluição ambiental. Eles negam essas acusações, afirmando que investem em melhorias nas condições de trabalho e na sustentabilidade de suas operações. A família, que imigrou de Cuba em 1959, construiu seu império com base em conexões políticas e estratégias de negócios agressivas.
Com a nova linha de açúcar de cana da Coca-Cola, os Fanjuls estão bem posicionados para expandir ainda mais seus negócios, especialmente se Trump continuar a apoiar políticas que beneficiem o setor. A expectativa é que essa colaboração traga novos desafios e oportunidades para a família e para a indústria açucareira americana.
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