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Moraes não analisa recurso da defesa e Silveira perde batizado da filha

Defesa de Daniel Silveira critica Moraes por não analisar três pedidos, incluindo desbloqueio de CPF; regime aberto autorizado com tornozeleira desde 29 de setembro

Defesa de Daniel Silveira acusa Moraes de ignorar pedidos e promete recorrer a instâncias internacionais. (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)
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  • A defesa de Daniel Silveira criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, por não analisar três pedidos importantes, incluindo o desbloqueio do CPF do réu.
  • Silveira, condenado em dois mil e vinte e dois por crimes contra a ordem democrática, já havia progredido para o regime aberto em setem bros de dois mil e vinte e quatro, com a progressão autorizada pelo ministro em vinte e nove de setembro daquele ano, e cumpre medidas como tornozeleira eletrônica.
  • A defesa afirmou que a participação de Silveira no batismo da filha não configura risco processual e que Moraes recebeu ofícios solicitando autorização para a cerimônia, mas não respondeu.
  • Além do desbloqueio do CPF, outros dois pedidos permanecem sem resposta, o que, segundo os advogados, fere princípios de dignidade e liberdade profissional; caso persista, serão acionados organismos nacionais e internacionais de direitos humanos.
  • Os advogados destacaram que o regime aberto já havia sido autorizado e que o bloqueio de CPF inviabiliza ressocialização, com a defesa ressaltando que o ex-deputado cumpre as condições impostas, como o uso da tornozeleira e restrições de horário.

A defesa do ex-deputado federal Daniel Silveira criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por não analisar três pedidos importantes, incluindo o desbloqueio do CPF do réu. Silveira, condenado em 2022 por crimes contra a ordem democrática, já havia progredido para o regime aberto em setembro de 2024, mas enfrenta novas complicações.

Os advogados de Silveira, Paulo Faria e Michel Pinheiro, afirmaram que a ausência de resposta de Moraes configura uma violação de direitos fundamentais. Eles destacaram que a participação de Silveira no batismo de sua filha não representa risco processual, uma vez que o regime aberto permite a liberdade religiosa e a ressocialização. A defesa alegou que Moraes recebeu ofícios solicitando a autorização para a cerimônia, mas não respondeu.

Situação Atual

Além do pedido de desbloqueio do CPF, que permitiria a emissão da carteira de trabalho digital e a abertura de conta bancária, a defesa ressaltou que outros dois pedidos também permanecem sem resposta. Os advogados afirmaram que a falta de ação do ministro infringe princípios de dignidade e liberdade profissional. Caso os bloqueios persistam, a defesa pretende acionar organismos nacionais e internacionais de direitos humanos.

Em dezembro de 2024, Silveira foi preso novamente por descumprimento de medidas cautelares, após ter conquistado a liberdade condicional. A defesa já havia solicitado o desbloqueio do CPF mais de uma vez, sem retorno. O ex-deputado cumpre atualmente as condições impostas por Moraes, que incluem o uso de tornozeleira eletrônica e restrições de horário.

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