Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Cortes de bem-estar alimentam ascensão da direita e do populismo, diz ONU

UN aponta que décadas de cortes no bem‑estar alimentaram a extrema direita; defende proteção social universal como investimento, citando Reino Unido, Alemanha, Holanda e França

The ‘unite the kingdom’ rally in London in September. Olivier De Schutter described such events as ‘completely terrifying’. Photograph: Christopher Furlong/Getty Images
0:00
Carregando...
0:00
  • Olha que De Schutter apresentará à Assembleia Geral da ONU um relatório defendendo a proteção social universal como investimento essencial.
  • O documento diz que políticas de austeridade promovidas por centro-direita e centro-esquerda ampliaram a desigualdade e alimentaram discurso anti-migração.
  • Como exemplo, cita o Reino Unido, onde o Reform UK, de Nigel Farage, tem ganhado força nas pesquisas, além de menções a Alemanha, Holanda e França.
  • O relatório sustenta que investir em bem-estar reduz a sensação de insegurança e que o acesso a recursos sociais tem ficado mais restrito, criando divisões.
  • Também aponta estudo de 2021 que relaciona aumento da desigualdade com crescimento do apoio a partidos populistas; políticas que elevam salários mínimos e benefícios sociais podem reduzir esse apoio, e migrantes contribuem mais para os sistemas fiscais do que recebem em benefícios.

Décadas de cortes em programas de bem-estar social têm alimentado o crescimento do extremismo e do populismo em diversos países, conforme aponta o especialista da ONU, Olivier De Schutter. Em um relatório a ser apresentado à Assembleia Geral da ONU, De Schutter defende a proteção social universal como um investimento essencial para a sociedade.

O especialista destaca que políticas de austeridade promovidas por partidos de centro-direita e centro-esquerda resultaram em um aumento da desigualdade. Essa situação gera um clima de escassez e desconfiança, propenso a discursos anti-migração. De Schutter menciona exemplos como o Reino Unido, onde o partido Reform UK, de Nigel Farage, tem ganhado força, ultrapassando os conservadores nas pesquisas.

Impacto na Sociedade

De Schutter argumenta que a falta de investimento no estado de bem-estar social contribui para a sensação de insegurança entre a população. “Se fizéssemos mais, as pessoas não se sentiriam ameaçadas”, afirma. O relatório explica que o acesso a recursos sociais tem sido cada vez mais restringido, criando uma narrativa de que os benefícios devem ser limitados a um grupo específico, fomentando divisões.

O especialista também cita um estudo de 2021 que correlaciona o aumento da desigualdade de renda com o crescimento do apoio a partidos populistas. Em contrapartida, políticas que elevam salários mínimos e benefícios sociais têm mostrado potencial para reduzir esse apoio. De Schutter observa que a retórica populista frequentemente ignora o fato de que migrantes contribuem mais para os sistemas fiscais do que recebem em benefícios.

Desafios Futuros

A análise de De Schutter aponta que a ascensão de partidos populistas, como o Alternativa para a Alemanha e o National Rally na França, está ligada a regiões com altos níveis de insegurança econômica e serviços públicos deficientes. Ele alerta que, uma vez no poder, esses partidos tendem a desmantelar ainda mais as redes de proteção social.

O relatório visa alertar sobre a necessidade de repensar a importância dos programas sociais, enfatizando que investir neles é crucial para evitar a fragmentação da sociedade em grupos que competem por recursos escassos.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais