- Em Brasília, no dia 16 de setembro, o Ministério dos Direitos Humanos, em parceria com a ONG Aliança Nacional LGBTI+, lançou a Plataforma do Respeito para responsabilizar publicações que disseminem desinformação ou discurso de ódio contra a comunidade LGBTI+, com gasto de R$ 300 mil via emenda da deputada Érika Hilton (PSOL-SP) e uso da inteligência artificial Aletheia.
- O coordenador Jean Muksen disse que há monitoramento contínuo de perfis e veículos para identificar conteúdos problemáticos e armazenar evidências para eventual ação na Justiça; em menos de dez dias de testes, foram identificadas 842 postagens com indícios de desinformação, sendo 497 discursos de ódio e 61 notícias falsas.
- A plataforma utiliza a Aletheia para analisar nuances da linguagem, como ironia e sarcasmo, na detecção de conteúdos problemáticos; críticas sustentam que a iniciativa pode levar à autocensura e limitarem o debate público, sendo necessária atuação apenas em crimes claros.
- O governo também avalia expandir o uso da ferramenta para outras formas de discurso de ódio; Symmy Larrat, ativista trans e chefe da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, disse que a experiência pode ser replicada para enfrentar diferentes ameaças.
- Desde a implementação, a plataforma já analisou mais de mil conteúdos e monitora cerca de 1.500 perfis, incluindo autoridades e influenciadores; a Aliança Nacional LGBTI+ afirma que os processos seguem critérios técnicos e jurídicos, com possibilidade de expansão futura.
O Ministério dos Direitos Humanos, em parceria com a ONG Aliança Nacional LGBTI+, lançou oficialmente a Plataforma do Respeito em Brasília no dia 16 de setembro. O objetivo é responsabilizar judicialmente autores de publicações que disseminem desinformação ou discursos de ódio contra a comunidade LGBTI+. O projeto, custeado por R$ 300 mil de uma emenda da deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP), utiliza a inteligência artificial chamada Aletheia para monitorar conteúdos problemáticos nas redes sociais.
Durante o evento, o coordenador Jean Muksen explicou que a plataforma realizará um monitoramento contínuo de perfis e veículos de comunicação, visando identificar e armazenar conteúdos que possam ser levados à Justiça. Em menos de dez dias de testes, foram identificadas 842 postagens com indícios de desinformação, sendo 497 classificadas como discursos de ódio e 61 como notícias falsas. Aletheia analisa nuances da linguagem, como ironia e sarcasmo, para detectar conteúdos problemáticos de forma mais eficaz.
Críticas e Controvérsias
Entretanto, a iniciativa tem gerado críticas em relação à liberdade de expressão. O advogado Giuliano Miotto, do Instituto Liberdade e Justiça, alertou que a criação dessa plataforma pode levar à autocensura, pois a simples presença de um órgão monitorando postagens pode inibir o debate público. Miotto destacou que a intervenção do Estado deve ser limitada a casos claros de crimes, como discursos de ódio que incitem violência.
O governo também manifestou interesse em expandir o uso da ferramenta para abordar outras formas de discurso de ódio. Symmy Larrat, ativista trans e chefe da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, mencionou que a experiência da plataforma poderia ser replicada para enfrentar diversas ameaças.
Operação e Futuro
Desde sua implementação, a plataforma já analisou mais de mil conteúdos e atualmente monitora cerca de 1.500 perfis, incluindo autoridades e influenciadores. A Aliança Nacional LGBTI+ assegurou que todos os processos seguem rigorosos critérios técnicos e jurídicos, buscando garantir a transparência no uso dos recursos públicos. O futuro da Plataforma do Respeito ainda está em discussão, com potenciais expansões para outros setores do governo.
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