- A Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) completa 15 anos de atuação no Brasil, desde a criação em 19 de outubro de 2010, com finalidade de assumir as responsabilidades da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e promover a saúde indígena por meio de gestão descentralizada e participação social.
- A SESAI reúne 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) e mais de 1.000 Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSIs), que atendem a população indígena com cuidados primários e serviços especializados.
- Entre avanços, houve melhoria nos indicadores de saúde de mais de 820 mil indígenas; em 2023, o Ministério da Saúde destinou R$ 596 milhões para ações emergenciais no território Yanomami, com a reabertura de 100 polos-base e a construção do Centro de Referência em Saúde Indígena.
- O Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) prevê aporte de R$ 131,5 milhões para obras em saneamento e unidades de saúde indígena; o Programa Nacional de Saneamento Indígena (PNSI) será lançado na COP30.
- O secretário da SESAI, Weibe Tapeba, afirma que a criação da secretaria foi um divisor de águas e que o foco permanece na participação social, na gestão diferenciada e no respeito às especificidades socioculturais dos povos indígenas.
A Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) completa 15 anos de atuação no Brasil, desde sua criação em 19 de outubro de 2010. A SESAI foi estabelecida para assumir as responsabilidades da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e tem o objetivo de promover a saúde dos povos indígenas através de uma gestão descentralizada e participativa.
Ao longo dos anos, a SESAI tem implementado políticas de saúde que refletem as demandas e necessidades dos povos indígenas. O assessor regional do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi), Dourado Tapeba, destaca que a criação da secretaria foi resultado de um esforço coletivo, enfatizando a importância de um órgão específico para tratar da saúde indígena. A estrutura da SESAI inclui 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) e mais de 1.000 Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSIs), que oferecem atendimento primário e serviços de saúde especializados.
Avanços e Investimentos
Nos últimos anos, os resultados das políticas de saúde têm sido positivos. A SESAI registrou avanços significativos, como a melhoria nos indicadores de saúde entre os mais de 820 mil indígenas do Brasil. Em 2023, o Ministério da Saúde investiu R$ 596 milhões em ações emergenciais no território Yanomami, resultando na reabertura de 100 polos-base e na construção do primeiro Centro de Referência em Saúde Indígena.
Além disso, o Novo PAC prevê um aporte de R$ 131,5 milhões para obras em saneamento e unidades de saúde indígena. O Programa Nacional de Saneamento Indígena (PNSI), que será lançado na COP30, representa um marco na infraestrutura de saúde para os povos originários.
Reconhecimento e Futuro
O secretário da SESAI, Weibe Tapeba, ressalta que a criação da secretaria foi um divisor de águas para a saúde indígena no Brasil. Ele afirma que, apesar das barreiras ainda existentes, a SESAI trabalha para construir um modelo de saúde que respeite as especificidades socioculturais dos povos indígenas. O compromisso com a participação social e a gestão diferenciada continua a ser um foco central nas políticas de saúde desenvolvidas pela SESAI.
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