- O ministro Dias Toffoli emocionou-se durante sessão do STF nesta quinta-feira, 23 de outubro, ao receber homenagem pelos 16 anos de atuação na Corte.
- Ele afirmou que apenas os demais ministros compreendem a dimensão da cadeira que ocupam.
- O presidente Edson Fachin destacou a contribuição de Toffoli para fortalecer a jurisdição constitucional no Brasil.
- A homenagem mencionou decisões sobre defesa dos direitos das mulheres e combate à violência de gênero, incluindo a ADPF 779, em que Toffoli considerou odioso o uso da tese da legítima defesa da honra em feminicídio.
- Em reconhecimento, o procurador-geral da República Paulo Gonet disse que as palavras não bastam para reconhecer os méritos; outros ministros, como Luiz Fux e André Mendonça, também manifestaram admiração; a ministra Carmen Lúcia, por videoconferência, elogiou Toffoli e lembrou a amizade entre eles desde a formação na USP em 1990.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, emocionou-se durante uma sessão realizada nesta quinta-feira, 23 de outubro, ao ser homenageado por seus 16 anos de atuação na Corte. Ele destacou que apenas os demais ministros compreendem a “dimensão” da cadeira que ocupam. O presidente do STF, Edson Fachin, ressaltou a contribuição significativa de Toffoli para o fortalecimento da jurisdição constitucional no Brasil.
Durante a homenagem, Toffoli expressou seu orgulho em fazer parte da Corte e ressaltou a importância de suas decisões, que incluem temas relevantes como a defesa dos direitos das mulheres e o combate à violência de gênero. Fachin mencionou a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 779, em que Toffoli considerou “odioso, desumano e cruel” o uso da tese da legítima defesa da honra em casos de feminicídio.
Reconhecimento e Impacto
Toffoli, visivelmente emocionado, afirmou que tem orgulho de seus colegas e da Constituição brasileira, que considera a “melhor do mundo”. Ele afirmou: “Quero continuar honrando a Justiça, a magistratura e a nação brasileira”. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enfatizou que suas palavras não são suficientes para reconhecer os méritos de Toffoli, e outros ministros, como Luiz Fux e André Mendonça, também manifestaram sua admiração.
A ministra Cármen Lúcia, que participou da sessão por videoconferência, descreveu Toffoli como um “querido amigo”, ressaltando a longa amizade entre eles desde a formação em 1990 na USP. A cerimônia refletiu a importância da trajetória de Toffoli na Corte e seu papel em momentos críticos da história do Judiciário brasileiro.
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