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Operação no Rio deixa 64 mortos em confronto com Comando Vermelho no Alemão

Megaoperação no Rio de Janeiro, nos Complexos do Alemão e da Penha, deixa pelo menos 64 mortos; 2,5 mil agentes mobilizados e uso de drones

Confronto entre policiais e criminosos no Rio de Janeiro deixa 64 mortos em megaoperação contra o Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha -Foto: RS/Fotos Públicas
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  • Pelo menos 64 pessoas morreram, entre policiais e criminosos, durante a megaoperação nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28). A ação visava prender integrantes do Comando Vermelho (CV) e mobilizou cerca de 2,5 mil policiais civis e militares.
  • A operação Contenção teve uso de drones e armamentos pesados, com confrontos intensos entre as equipes de segurança e o CV.
  • Bombas foram lançadas por meio de drones pelo CV, gerando clima de estado de guerra nas comunidades, afetando a rotina de moradores.
  • 48 escolas tiveram atividades afetadas e houve interferência na Linha Amarela do Metrô. Também foram apreendidos 31 fuzis e 81 criminosos foram presos.
  • O governador Cláudio Castro afirmou que a ação busca reafirmar o controle do Estado sobre as comunidades, em resposta ao poder do crime organizado; o secretário da Segurança Pública, Victor Santos, destacou narcoterrorismo e dificuldades de patrulhamento, com pedido federal anterior negado.

Pelo menos 64 pessoas morreram, incluindo policiais e criminosos, durante uma megaoperação nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (28). A ação, que visava prender integrantes do Comando Vermelho (CV), mobilizou cerca de 2,5 mil policiais civis e militares e foi marcada por confrontos intensos, uso de drones e armamentos pesados.

A operação, chamada Contenção, é considerada uma das mais letais da história do estado, superando a chacina do Jacarezinho, que deixou 28 mortos em 2021. Durante os confrontos, o CV reagiu lançando bombas por meio de drones, provocando um clima de “estado de guerra” nas comunidades, com impactos diretos na rotina dos moradores. 48 escolas tiveram suas atividades afetadas e houve interferências na Linha Amarela do Metrô.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, afirmou que a operação visa reafirmar o controle do Estado sobre as comunidades. Ele destacou que a ação é uma resposta ao crescente poder do crime organizado, que utiliza tecnologia de guerra. “Estamos atuando com força máxima e de forma integrada”, declarou Castro. Até o momento, foram apreendidos 31 fuzis e 81 criminosos foram presos.

Desdobramentos e Desafios

Victor Santos, secretário da Segurança Pública, ressaltou as dificuldades de patrulhamento em áreas com ocupação irregular e a necessidade de apoio federal. Ele descreveu a situação atual como narcoterrorismo, com criminosos utilizando tecnologias avançadas. O governo do Rio já havia solicitado ajuda federal em operações anteriores, mas o pedido foi negado.

A operação foi deflagrada após mais de um ano de investigações e contou com o apoio de promotores do Ministério Público Estadual. A mobilização incluiu agentes de diversas delegacias e unidades operacionais, além de recursos tecnológicos como drones, helicópteros e veículos blindados. A situação continua tensa, com a polícia em estado de alerta para possíveis retaliações.

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