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Castro presta homenagem a policiais mortos após operação no Rio

Governador Cláudio Castro homenageia quatro policiais mortos na operação Contenção, considerada a mais letal do Rio

Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil
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  • O governador Cláudio Castro prestou homenagem, em 29 de outubro, aos quatro policiais mortos na megaoperação Contenção, que deixou 64 pessoas mortas nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, e ocorreu sem notificação nem pedido formal de auxílio ao governo federal.
  • Castro afirmou, em redes sociais, que dois agentes da Polícia Civil e dois do Batalhão de Operações Especiais (Bope) foram mortos por narcoterroristas e que eles deram a vida cumprindo o dever; anunciou também a promoção postumamente dos policiais.
  • A operação visava desmantelar o Comando Vermelho e cumpriu 81 dos 100 mandados de prisão planejados após um ano de investigações; houve violência da facção, com tiros e ataques com granadas lançadas por drones, além de fechamento de vias como a Avenida Brasil e de serviços de transporte e unidades de saúde.
  • Castro alegou ter agido sozinho e que pedidos de ajuda ao governo federal foram negados; o ministro Ricardo Lewandowski afirmou que todas as solicitações foram atendidas, e uma reunião entre eles está prevista.
  • A Contenção levanta questionamentos sobre a eficácia das políticas de segurança pública no Rio de Janeiro e a relação entre os governos estadual e federal no combate ao crime organizado.

O governador Cláudio Castro prestou homenagem nesta quarta-feira, 29 de outubro, aos quatro policiais mortos na megaoperação Contenção, que resultou na morte de 64 pessoas nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. A operação, considerada a mais letal da história do estado, foi realizada sem notificação ou pedido formal de auxílio ao governo federal.

Castro destacou em suas redes sociais que os agentes, dois da Polícia Civil e dois do Bope, foram mortos por narcoterroristas. Ele afirmou que eles “deram a vida cumprindo o dever de proteger a população fluminense”. Na mesma postagem, o governador anunciou que os policiais seriam promovidos postumamente e expressou solidariedade às famílias e colegas de farda.

A operação, que visava desmantelar o Comando Vermelho, cumpriu 81 dos 100 mandados de prisão planejados após um ano de investigações. No entanto, a ação gerou um caos na capital fluminense, com reações violentas da facção, incluindo troca de tiros e ataques com granadas lançadas por drones. Importantes vias expressas, como a Avenida Brasil, foram fechadas, assim como serviços de transporte coletivo e unidades de saúde.

Divergências com o Governo Federal

Durante a operação, Castro afirmou que o estado agiu “sozinho” na luta contra o crime organizado, alegando que pedidos de ajuda ao governo federal foram negados. Essa declaração foi contestada pelo ministro Ricardo Lewandowski, que afirmou que todas as solicitações foram atendidas. Uma reunião entre os dois está prevista para discutir as acusações e os próximos passos a serem tomados em resposta à situação.

A operação Contenção, além de seu impacto trágico, levanta questões sobre a eficácia das estratégias de segurança pública no Rio de Janeiro e a relação entre os governos estadual e federal no combate ao crime organizado.

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