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Damares cobra explicações da ApexBrasil após auditoria do TCU

TCU mantém auditoria ao pavilhão brasileiro na Expo 2025 Osaka; ApexBrasil substituiu o projeto vencedor por estrutura pré-moldada por riscos; incêndio na montagem foi controlado; resposta em 27/10

Exposição no pavilhão do Brasil na Expo Osaka 2025, organizado pela ApexBrasil (Foto: Flavio Coddou / Divulgação / Apex Brasil / Flickr)
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  • O Tribunal de Contas da União está conduzindo uma auditoria sobre o pavilhão brasileiro na Expo dois mil vinte e cinco Osaka, relacionada à substituição do projeto arquitetônico original, vencido pelo escritório Studio MK27, por estrutura pré-moldada.
  • A senadora Damares Alves solicitou informações ao governo federal sobre a mudança, questionando a transparência da ApexBrasil, responsável pela organização do pavilhão.
  • A ApexBrasil informou que a alteração foi técnica, por riscos de inexequibilidade devido à inflação no setor de construção japonês e à escassez de fornecedores; o governo japonês sugeriu modelo menor e menos complexo.
  • O pavilhão recebeu mais de 1,5 milhão de visitantes, ganhou o prêmio Silver na categoria “Conceito” e o custo total da obra foi de cerca de R$ 190 milhões, inferior ao gasto na Expo anterior em Dubai.
  • Durante a montagem houve um princípio de incêndio, rapidamente controlado, sem danos; a inauguração ocorreu junto às demais nações. No Dia Nacional do Brasil, em vinte e um de junho, cerca de vinte e cinco mil pessoas estiveram presentes; houve quase 2.500 menções na imprensa. A auditoria segue, com prazo de até trinta dias para as informações solicitadas.

O Tribunal de Contas da União (TCU) está realizando uma auditoria sobre o pavilhão brasileiro na Expo 2025 Osaka, evento que ocorrerá entre 13 de abril e 13 de outubro de 2025. A investigação foi motivada por indícios de irregularidades na escolha e substituição do projeto arquitetônico original, inicialmente vencido pelo escritório Studio MK27, por uma estrutura pré-moldada. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) solicitou informações ao governo federal sobre a mudança, questionando a transparência da ApexBrasil, responsável pela organização do pavilhão.

A ApexBrasil justificou a alteração do projeto por motivos técnicos, apontando riscos de inexequibilidade devido à inflação no setor de construção japonês e à escassez de fornecedores. O governo japonês sugeriu um modelo menor e menos complexo. Em resposta, a ApexBrasil destacou que o pavilhão recebeu mais de 1,5 milhão de visitantes e conquistou o prêmio Silver na categoria “Conceito”. O custo total da obra foi de aproximadamente R$ 190 milhões, inferior ao gasto na Expo anterior em Dubai.

Incêndio Controlado

Durante a montagem, um princípio de incêndio foi registrado, mas foi rapidamente controlado, sem danos estruturais ou feridos. A obra foi retomada quase imediatamente, permitindo a inauguração do pavilhão junto às demais nações. A ApexBrasil também informou que o evento teve ampla repercussão, com cerca de 25 mil pessoas presentes no Dia Nacional do Brasil, em 21 de junho, e quase 2.500 menções em veículos de comunicação nacionais e internacionais.

Damares Alves criticou a mudança de projeto, afirmando que a estrutura improvisada compromete a imagem do Brasil no cenário internacional. A senadora questionou a contratação da curadora da exposição, levantando indícios de conflito de interesses. A auditoria do TCU continua em andamento, com a expectativa de que as informações solicitadas sejam respondidas em até 30 dias.

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