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Lewandowski admite que não existe bala de prata contra o crime organizado

Escritório extraordinário do Ministério da Justiça e Segurança Pública já funciona no Rio; vinte peritos da Polícia Federal são enviados e ações visam decapitalizar facções, sem GLO

Ministro da Justiça diz que "escritório extraordinário" montado com o governo do Rio já começou a funcionar com o envio de peritos. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
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  • O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, anunciou a criação de um “escritório extraordinário” para enfrentar a crise de segurança no Rio de Janeiro, após reunião com o governador Cláudio Castro, com foco na cooperação entre governos federal e estadual.
  • Como primeira medida, houve envio imediato de 20 peritos da Polícia Federal (PF) ao estado, com a possibilidade de mais 10 a 20 profissionais conforme necessidade, para auxiliar em investigações e perícias recentes.
  • Será aberto um inquérito macro para reunir investigações em andamento, visando sufocar as finanças das facções criminosas, em operação similar à Carbono Oculto, que resultou no bloqueio de mais de R$ 1 bilhão do PCC (Primeiro Comando da Capital) em São Paulo.
  • Lewandowski informou que é essencial envolver órgãos fazendários na operação de inteligência para decapitalizar o crime e ressaltou que o Brasil enfrenta desafios globais no combate ao crime organizado; o governo do Rio não solicitará a decretação de uma Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, anunciou a criação de um “escritório extraordinário” para responder à crescente crise de segurança no Rio de Janeiro. A decisão foi tomada após reunião com o governador Cláudio Castro e visa fortalecer a cooperação entre os governos federal e estadual no combate ao crime organizado. Lewandowski destacou que não existe uma “bala de prata” para resolver a situação.

Entre as primeiras ações do novo escritório, está o envio imediato de 20 peritos da Polícia Federal ao estado, com a possibilidade de mais 10 a 20 profissionais, dependendo da necessidade. O objetivo é auxiliar nas investigações e perícias relacionadas a crimes recentes. O ministro afirmou que essa é uma resposta rápida para agilizar a troca de informações e recursos.

Medidas Adicionais

Além do envio de peritos, o governo está implementando ações para sufocar as finanças das facções criminosas. Um “inquérito macro” será aberto, reunindo diversas investigações em andamento, similar à Operação Carbono Oculto, que resultou no bloqueio de mais de R$ 1 bilhão do PCC em São Paulo. Lewandowski também mencionou a importância de envolver órgãos fazendários na operação de inteligência para decapitalizar o crime.

O ministro ressaltou que, apesar das medidas, o combate ao crime organizado é um desafio global. Ele afirmou que o Brasil enfrenta dificuldades em controlar as fronteiras, onde armas entram de forma clandestina. Lewandowski comparou o crescimento das organizações criminosas a situações de terrorismo e guerras, embora o governo não as reconheça oficialmente como tal.

O governo do Rio não solicitará a decretação de uma Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que implicaria o reconhecimento da incapacidade das forças locais em garantir a segurança. Lewandowski enfatizou que, embora as ações sejam necessárias, não há soluções simples para o problema do crime organizado no Brasil.

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