- Oposição pediu demissão do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, após operação no Rio de janeiro que não contou com participação da PF; 113 suspeitos foram presos e 119 pessoas morreram. Rodrigues afirmou que a PF foi consultada, mas a participação não foi razoável.
- O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, disse que o governo não foi informado sobre a ação; o deputado Luciano Zucco, líder da oposição na Câmara, classificou o governo como fraco e omisso.
- Em resposta às críticas, houve reunião emergencial na manhã de quarta-feira; Lewandowski e o governador do Rio, Cláudio Castro, discutiram a falta de comunicação entre autoridades.
- Foi anunciado um escritório emergencial para coordenar ações integradas de segurança pública no estado, com o objetivo de agilizar processos e melhorar a cooperação entre as forças.
- Castro minimizou a negativa da PF, dizendo que a comunicação entre forças é comum e não deve servir de instrumento político; Lewandowski afirmou que operações costumam envolver apenas forças estaduais ou federais, e que a ação em questão não envolveu a PF, que é polícia judiciária.
A oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitou a demissão do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, após a corporação não participar de uma megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro. A operação, realizada na última terça-feira (28), resultou na prisão de 113 suspeitos e na morte de 119 pessoas. Rodrigues reconheceu que a PF foi consultada, mas considerou não razoável a participação.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou que o governo não foi informado sobre a ação. O deputado federal Luciano Zucco (PL-RS), líder da oposição na Câmara, criticou a postura do governo, dizendo que a situação revela um governo “fraco e omisso”. Ele destacou que, enquanto governadores de outros estados se mostraram solidários, o governo federal se escondeu em discursos e burocracia.
Reunião de Emergência
Após as críticas, uma reunião emergencial foi convocada na manhã de quarta-feira (29). Lewandowski e o governador do Rio, Cláudio Castro (PL-RJ), discutiram a falta de comunicação entre as autoridades. O ministro ressaltou que operações dessa magnitude devem ser acordadas em níveis mais altos de hierarquia, mencionando que o presidente ou o vice-presidente deveriam ser informados.
A reunião resultou no anúncio de um “escritório emergencial” para coordenar ações integradas de segurança pública no estado. O objetivo é agilizar processos e melhorar a colaboração entre as forças de segurança. Castro minimizou a negativa da PF, afirmando que a comunicação entre as forças é comum e não deveria ser usada politicamente.
Lewandowski concordou, afirmando que a troca de informações entre as forças de segurança é corriqueira. Ele explicou que existem operações que envolvem apenas as forças estaduais ou federais, mas a operação em questão não dizia respeito à PF, que é uma polícia judiciária, e não de ocupação de territórios.
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