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Marcos do Val interrompe licença médica para atuar na CPI do Crime Organizado

Marcos do Val retoma o mandato para integrar a CPI do Crime Organizado, instalada na próxima semana, após operação em Penha e Alemão que deixou 121 mortos

Marcos do Val interrompe licença médica para participar da CPI do Crime Organizado
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  • O senador Marcos do Val (Podemos-ES) interromperá a licença médica iniciada em vinte e oito de agosto para atuar na CPI do Crime Organizado.
  • O retorno foi comunicado ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em ofício enviado nesta quarta-feira, 29.
  • A CPI será instalada na próxima semana, terá 120 dias de duração (podendo ser prorrogada) e contará com 11 titulares e 7 suplentes.
  • As operações nas comunidades da Penha e do Alemão deixaram cento e vinte e uma pessoas mortas, aumentando o debate sobre limites da ação policial e direitos fundamentais.
  • Do Val afirmou que o foco da CPI será inteligência, tecnologia e integração entre as forças de segurança; a comissão foi proposta pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Ele foi indiciado por obstrução e incitação ao crime após divulgar dados de delegado da Polícia Federal.

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) anunciou que interromperá sua licença médica, que começou em 28 de agosto, para participar da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. O retorno ao Senado foi comunicado ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em ofício enviado nesta quarta-feira, 29. A CPI, que será instalada na próxima semana, surge em meio a um contexto de violência, após operações nas comunidades da Penha e do Alemão, que resultaram em 121 mortes.

A licença de Marcos do Val foi inicialmente solicitada devido a uma “incapacidade temporária” para exercer suas funções. Essa decisão ocorreu um dia antes de uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que atenuou cautelares impostas ao senador. Ele foi indiciado por obstrução e incitação ao crime após divulgar informações pessoais de um delegado da Polícia Federal.

Foco da CPI

Em nota, Do Val afirmou que o Brasil precisa de uma resposta articulada contra o avanço das organizações criminosas. O senador destacou que o foco de seu trabalho na CPI será pautado por inteligência, tecnologia e integração entre as forças de segurança. A CPI, proposta pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), terá um prazo de 120 dias, podendo ser prorrogada, e contará com 11 membros titulares e 7 suplentes.

As recentes operações policiais reacenderam o debate sobre os limites da ação policial e a proteção dos direitos fundamentais. O cenário atual exige uma análise aprofundada e uma resposta eficaz das autoridades diante do aumento da criminalidade no país. A composição da CPI ainda está em definição, com partidos como PP e Republicanos aguardando para indicar seus representantes.

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