Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

STF mandou PF investigar facções no RJ; diretor disse ter criado grupo

PF cria grupo de trabalho para investigar facções no Rio; STF não divulga avanços desde a decisão de abril e governo é alvo de críticas

Edson Fachin, relator da ADPF das Favelas, propôs atuação da PF contra facções e obteve adesão dos demais ministros (Foto: Gustavo Moreno/STF)
0:00
Carregando...
0:00
  • O STF determinou, em abril de dois mil e vinte e cinco, que a Polícia Federal investigue facções no Rio de Janeiro e suas movimentações financeiras, com a criação de um grupo de trabalho para apoiar a operação.
  • O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, informou que o grupo de trabalho foi formado, mas não houve divulgação de detalhes sobre o andamento desde a ordem, e a PF deve contar com Coaf e Receita Federal para dados financeiros.
  • A medida prevê atuação em casos que envolvam violações de direitos humanos e repressão a crimes como tráfico de armas e lavagem de dinheiro.
  • No Rio, a Polícia Civil e a Polícia Militar deflagraram, em vinte e oito de outubro, a Operação Contenção, com foco no Comando Vermelho; o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou que a responsabilidade primária é do estado e que a atuação federal exigiria pedido formal do governador Claudio Castro.
  • Lewandowski criticou a abordagem que resultou em cento e vinte e uma mortes, incluindo quatro policiais, defendendo uso de inteligência e planejamento estratégico, citando a Operação Carbono Oculto como exemplo de desmantelamento sem confrontos. A decisão do STF também exige prioridade à PF e recursos da União para a força-tarefa, que mantém o compromisso de atuar sem revelar detalhes do inquérito.

A Polícia Federal (PF) foi incumbida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de investigar facções criminosas no Rio de Janeiro, conforme decisão de abril de 2025. O objetivo é desmantelar essas organizações e suas movimentações financeiras. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, informou que um “grupo de trabalho” foi formado para dar suporte a essa investigação, mas não forneceu detalhes sobre o progresso das ações.

Desde a ordem do STF, a PF não divulgou informações sobre o andamento das investigações. A determinação inclui a atuação em casos que envolvem violações de direitos humanos e a repressão a crimes como tráfico de armas e lavagem de dinheiro. A PF deve contar com a colaboração de órgãos como o Coaf e a Receita Federal para obter dados financeiros relevantes.

Ações no Rio de Janeiro

No dia 28 de outubro, a Polícia Civil e Militar do Rio deflagraram a Operação Contenção, focando no Comando Vermelho. Apesar da pressão, as autoridades federais têm evitado comentar sobre a atuação da PF nessa operação. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, destacou que a responsabilidade primária é do estado, e uma atuação federal só seria possível mediante um pedido formal do governador Claudio Castro.

Lewandowski criticou a abordagem atual, que resultou em 121 mortes, incluindo quatro policiais, durante a operação. Ele defendeu que o enfrentamento às facções deve ser baseado em inteligência e planejamento estratégico, em vez de ações violentas. O ministro citou como exemplo a Operação Carbono Oculto, que conseguiu desmantelar quadrilhas sem disparar um tiro.

Desdobramentos e Expectativas

A decisão do STF também requer que a PF atue com prioridade nas investigações e que a União forneça recursos para estruturar adequadamente a força-tarefa. O relator da ação, Edson Fachin, enfatizou a necessidade de uma resposta coordenada e eficaz para lidar com a transnacionalidade das atividades criminosas. A PF, por sua vez, reafirmou seu compromisso em atuar na investigação, mas sem revelar detalhes sobre o inquérito ou os efetivos mobilizados até o momento.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais