- Operação em vinte e oito de outubro de dois mil e vinte e cinco nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, deixou cento e vinte e um mortos, incluindo quatro policiais, evidenciando o poder bélico das facções e a organização criminosa envolvida.
- Drones lançadores de granadas foram usados pelos criminosos e houve apreensão de fuzis de guerra, sinalizando fortalecimento do crime organizado.
- Armamento encontrado incluiu fuzis AR‑15 e Kalashnikovs, capazes de atingir alvos a até oitocentos metros, indicando atuação similar a forças paramilitares; segundo o ex-capitão Paulo Storani, o arsenal pode incluir cerca de vinte e seis mil fuzis apenas no Rio de Janeiro.
- Especialistas apontaram que, desde a ocupação de vinte‑dez, a suspensão de operações policiais e as restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal criaram condições para a reorganização e o acúmulo de armas pelas facções; o delegado da Polícia Federal Marco Smith afirmou que os criminosos passaram a acreditar ter poder de fogo suficiente para enfrentar a polícia.
- O estado possui aproximadamente um mil quatrocentas e treze favelas, com a maioria sob domínio de organizações criminosas, o que torna a situação crítica e destaca a profissionalização do crime organizado no Rio de Janeiro.
A operação policial realizada em 28 de outubro de 2025 nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, resultou em 121 mortes, incluindo quatro policiais. O confronto, que expôs o poderio bélico das facções, evidenciou a organização criminosa e a evolução do armamento utilizado pelo Comando Vermelho (CV). Drones lançadores de granadas e uma variedade de fuzis de guerra foram apreendidos, sinalizando um fortalecimento do crime organizado.
Desde 2010, quando as forças de segurança ocuparam as comunidades cariocas, a dinâmica do tráfico se alterou. Especialistas apontam que a suspensão de operações policiais e as restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) permitiram que as facções se reorganizassem e se armarem. O delegado da Polícia Federal, Marco Smith, destacou que, ao contrário de anos anteriores, os criminosos acreditavam ter poder de fogo suficiente para enfrentar a polícia.
Evolução do Armamento
Na operação, foram encontrados fuzis AR-15 e Kalashnikovs, capazes de atingir alvos a até 800 metros de distância. A quantidade e variedade de armamentos indicam que as facções operam como forças paramilitares, com um arsenal que inclui até fuzis .50, utilizados em cenários de guerra. O ex-capitão do Bope, Paulo Storani, mencionou que o arsenal das facções pode incluir cerca de 26 mil fuzis apenas no Rio de Janeiro.
As granadas defensivas utilizadas pelos criminosos demonstram um aumento em seu poder de fogo. Com a adoção de drones para lançar explosivos, as facções mudaram a dinâmica dos confrontos, dificultando as ações policiais e forçando uma dispersão das forças de segurança.
Consequências e Desafios
O ex-oficial Storani alertou que a atual escalada de violência é um reflexo de decisões e omissões ao longo dos anos. Com 1.413 favelas no estado, a maioria sob domínio de organizações criminosas, a situação se torna crítica. A operação de 28 de outubro não só resultou em uma das maiores apreensões de armas dos últimos anos, mas também revelou a complexidade e a profissionalização do crime organizado no Rio de Janeiro.
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