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Vereadora aciona MPF contra Arthur do Val por comentários sobre operação no Rio

Amanda Paschoal aciona o Ministério Público Federal contra Arthur do Val por racismo em live sobre megaoperação no Rio e pede 100 mil reais de danos morais coletivos

Vereadora aciona MPF contra Arthur do Val por comentários sobre operação no Rio
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  • Amanda Paschoal protocolou representação no Ministério Público Federal contra Arthur do Val por suposta prática de racismo, citando falas em live sobre a megaoperação no Rio de Janeiro, que deixou mais de 130 mortes.
  • Na transmissão, ele afirmou que mães dos mortos “não souberam escolher seus parceiros” e criticou a ausência de pais entre as vítimas, usando a expressão “moreno alto com cara de bandido”, conforme a vereadora.
  • A representação pede investigação por incitação ao racismo e indenização de danos morais coletivos de R$ 100 mil ao ex-parlamentar e ao canal do YouTube onde a live foi veiculada.
  • Até o momento, a equipe de Arthur do Val não se manifestou; ele disse à Folha de S. Paulo que não foi notificado e acusou a vereadora de buscar exposição midiática.

A vereadora de São Paulo, Amanda Paschoal (PSOL), protocolou uma representação no Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-deputado Arthur do Val por suposta prática de racismo. A ação foi motivada por comentários feitos por Do Val durante uma live sobre a recente megaoperação no Rio de Janeiro, que resultou em mais de 130 mortes.

Durante a transmissão, realizada na última quarta-feira, Do Val fez afirmações polêmicas, culpando as mães dos mortos pela violência. Ele disse que elas “não souberam escolher seus parceiros” e criticou a ausência de pais entre as vítimas. Suas falas incluíram a expressão “moreno alto com cara de bandido”, que, segundo Paschoal, perpetua estereótipos raciais e naturaliza a morte de jovens negros.

A Representação

A vereadora argumenta que as declarações de Do Val não apenas estigmatizam mulheres negras e periféricas, mas também legitimam ações policiais letais. O documento enviado ao MPF solicita a investigação do ex-parlamentar por incitação ao racismo e requer que ele e o canal do YouTube onde a live foi transmitida paguem R$ 100 mil em danos morais coletivos.

Paschoal destaca que o discurso de ódio, ao ser veiculado em plataformas monetizadas, se torna um ativo econômico, intensificando seu impacto na sociedade. Até o momento, a equipe de Arthur do Val não se manifestou oficialmente sobre a representação, mas o ex-deputado afirmou à Folha de S.Paulo que não foi notificado e acusou a vereadora de buscar exposição midiática em vez de combater o racismo.

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