- O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão preventiva do general Walter Braga Netto, detido desde dezembro de 2024, por tentativa de obter informações sobre a delação premiada de Mauro Cid.
- A decisão foi proferida na segunda-feira, 3 de novembro de 2025, com base no fundado receio de fuga do réu e na necessidade de assegurar a aplicação da lei penal e da condenação.
- Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro em 2022, enfrenta uma pena total de 26 anos de prisão, sendo 24 anos em regime fechado e 2 anos de detenção, além de 100 dias-multa.
- O histórico de condenações relacionadas aos eventos de 8 de janeiro de 2023 reforça a necessidade de medidas cautelares no caso.
- Os embargos de declaração envolvendo Braga Netto e demais acusados serão analisados a partir de sexta-feira, 7 de novembro, no plenário virtual da Primeira Turma do STF.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão preventiva do general Walter Braga Netto. A decisão foi proferida na segunda-feira, 3 de novembro de 2025, e se baseia no fundado receio de fuga do réu, que está detido desde dezembro de 2024. Braga Netto é acusado de tentar obter informações sobre a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, figura central em planos golpistas como “Copa 2022” e “Punhal Verde e Amarelo”.
Moraes argumentou que a manutenção da prisão é necessária para garantir a aplicação da lei penal e a efetividade da condenação. O ministro ressaltou que o histórico de condenações relacionadas aos eventos de 8 de janeiro de 2023 reforça a necessidade de medidas cautelares. Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro em 2022, enfrenta uma das penas mais severas, totalizando 26 anos de prisão, sendo 24 anos em regime fechado e 2 anos de detenção, além de 100 dias-multa.
Análise dos Embargos
Os embargos de declaração referentes à ação penal envolvendo Braga Netto e outros acusados serão analisados a partir de sexta-feira, 7 de novembro, no plenário virtual da Primeira Turma do STF. Essa fase do processo é crucial para o andamento do caso, uma vez que pode impactar diretamente a estratégia de defesa e a continuidade das investigações. A decisão de Moraes reflete a seriedade com que a Corte está tratando as acusações de tentativa de golpe e a proteção ao processo judicial em andamento.
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