- O ministro do STF Alexandre de Moraes reuniu-se com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para tratar de estratégias no combate ao crime organizado e do uso de tecnologias, com foco na ADPF 635 (ADPF das Favelas), cuja relatoria ele assumiu após a megaoperação no Rio de Janeiro.
- O encontro destacou prioridades legislativas e a realização de uma audiência pública marcada para quarta-feira (cinco) para discutir os desdobramentos da ADPF das Favelas.
- Em paralelo, o Senado instalou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o crime organizado no país, com Fabiano Contarato na presidência e Alessandro Vieira como relator.
- Moraes esteve no Rio de Janeiro na semana, reunido com o governador Cláudio Castro e a cúpula de segurança; a força policial detalhou uma facção altamente armada e estruturada, justificando a operação que resultou em 121 mortes, e Moraes determinou a preservação de todos os elementos materiais da ação, atendendo a pedido da Defensoria Pública da União.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, se reuniu nesta terça-feira (4) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para discutir estratégias no combate ao crime organizado. A reunião ocorre em um momento crucial, já que Moraes assumiu a relatoria da ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”, após a recente megaoperação policial no Rio de Janeiro.
Durante o encontro, Alcolumbre ressaltou a importância de ações que integrem o uso de tecnologias no enfrentamento à criminalidade. Ele destacou o compromisso do Congresso Nacional em buscar soluções legislativas eficientes para fortalecer a segurança pública e proteger a vida dos cidadãos. A pauta incluiu também uma audiência pública agendada para quarta-feira (5), que abordará os desdobramentos da ADPF das Favelas.
CPI do Crime Organizado
O Senado, em paralelo, instalou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o crime organizado no país. A CPI será presidida pelo senador Fabiano Contarato e terá o senador Alessandro Vieira como relator. Esta comissão surge em um contexto de crescente preocupação com a violência e a atuação de facções criminosas.
Na última segunda-feira (3), Moraes esteve no Rio de Janeiro, onde se reuniu com o governador Cláudio Castro e a cúpula de segurança do estado. O governador explicou que as forças policiais enfrentaram uma facção criminosa “altamente armada e estruturada”, justificando o uso da força durante a operação que resultou em 121 mortes. Moraes determinou a preservação de todos os elementos materiais relacionados à ação policial, em resposta a um pedido da Defensoria Pública da União.
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