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Presidente do STM contesta críticas e acusa colega de tom misógino

Maria Elizabeth Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar (STM), defende pedido de desculpas pelos cinquenta anos da morte de Vladimir Herzog, rejeita tom misógino e diz que foi ataque pessoal; Amaral Oliveira sugere reunião entre ministros para discutir o impasse

A presidente do STM Maria Elizabeth Rocha. Foto: Ana Araújo/CNJ
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  • Maria Elizabeth Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar, defendeu o pedido de desculpas feito no ato pelos 50 anos da morte de Vladimir Herzog e destacou conhecimento sobre a história da Justiça Militar.
  • O ato ocorreu em 25 de outubro, na Catedral da Sé, onde Rocha pediu perdão a quem lutou pela liberdade no Brasil durante a ditadura, ressaltando que a manifestação foi pessoal e não representa a opinião de todos os ministros.
  • Rocha repudiou tom misogino em comentários de Amaral Oliveira, classificado como “superficial” e de “abordagem política”, afirmando que divergir é válido, mas sem desrespeito.
  • Ela afirmou que a ofensa não se restringe a ela, mas atinge a magistratura feminina, e que o tom misógino não é aceitável.
  • Amaral Oliveira negou o uso de tom misógino e mencionou a possibilidade de uma reunião reservada entre ministros do STM para discutir o impasse.

A presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha, se manifestou sobre críticas recebidas após o ato em homenagem aos 50 anos da morte de Vladimir Herzog. Durante a sessão plenária, ela defendeu o pedido de desculpas feito e destacou seu conhecimento sobre a história da Justiça Militar. Elizabeth repudiou o que considerou um tom misógino em comentários de seu colega, Amaral Oliveira, que classificou sua fala como “superficial” e de “abordagem política”.

Em sua declaração, Elizabeth Rocha afirmou que a divergência de opiniões é válida, mas não deve ser expressa de forma desrespeitosa. “O que não é legítimo é o tom misógino, travestido de conselho paternalista sobre ‘estudar um pouco mais’ a história da instituição”, disse. Ela enfatizou que a ofensa não se restringe a ela, mas afeta toda a magistratura feminina.

Contexto do Ato

O evento em questão ocorreu em 25 de outubro, na Catedral da Sé, onde Elizabeth pediu perdão a todos que lutaram pela liberdade no Brasil durante a ditadura, recebendo aplausos do público. Ela esclareceu que sua manifestação foi pessoal e não representou a opinião de todos os ministros do tribunal. “Jamais teria o que dizer no nome do ministro Amaral Oliveira”, afirmou.

Amaral Oliveira, por sua vez, negou ter adotado um tom misógino e sugeriu uma reunião reservada entre os ministros do STM para discutir o impasse. A situação gerou um debate sobre a diversidade de opiniões e a necessidade de respeito nas interações dentro da Corte.

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