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General preso por planejar morte de Lula e Moraes poderá prestar o Enem

Moraes autoriza o general da reserva Mário Fernandes a fazer o Enem nos domingos 9 e 16, em Brasília, com escolta discreta; STF julga núcleo 2 entre 9 e 17 de dezembro

General preso por planejar a morte de Lula e Moraes poderá prestar o Enem
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  • O general da reserva Mário Fernandes, preso preventivamente desde novembro de 2024, poderá prestar o Enem nos dias 9 de novembro e 16 de novembro de 2025, com escolta policial discreta, deslocando-se à Universidade de Brasília.
  • A autorização foi concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que determinou o deslocamento com escolta discreta; o Comando Militar do Planalto será oficiado sobre a decisão.
  • Fernandes é réu do núcleo 2 da tentativa de golpe de Estado e é acusado de elaborar o plano “Punhal Verde Amarelo”, que previa o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes.
  • O julgamento do grupo está agendado para dezembro no Supremo Tribunal Federal, entre os dias 9 e 17.
  • A Procuradoria-Geral da República aponta Fernandes como responsável por articular ações de monitoramento e violência contra autoridades, além de tentar dificultar o voto no Nordeste durante as eleições de 2022; ele afirmou, em depoimento, que idealizou o plano, mas que se tratava de uma compilação de dados e não foi compartilhado, e a Polícia Federal apreendeu material relacionado à conspiração.

O general da reserva Mário Fernandes, preso preventivamente desde novembro de 2024, poderá prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos dias 9 e 16 de novembro. A autorização foi concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que determinou que o deslocamento até a Universidade de Brasília ocorra com escolta policial discreta. O Comando Militar do Planalto será oficiado sobre a decisão.

Fernandes é um dos réus do núcleo 2 da tentativa de golpe de Estado e é acusado de elaborar o plano denominado “Punhal Verde Amarelo”, que previa o assassinato do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e de Moraes. O julgamento do grupo está agendado para dezembro no STF, entre os dias 9 e 17.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta Fernandes como responsável por articular ações de monitoramento e violência contra autoridades, além de tentar dificultar o voto no Nordeste durante as eleições de 2022. Em depoimento, o general admitiu ter idealizado o plano, mas alegou que se tratava de uma compilação de dados e não foi compartilhado com ninguém. A Polícia Federal apreendeu material relacionado à conspiração durante as investigações.

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