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Justiça nega prisão e transforma Lucas Bove em réu por agressão à ex

Justiça de SP torna réu o deputado Lucas Bove por violência contra ex; prisão negada e multa de R$ 50 mil por descumprimento de medidas digitais

Justiça nega pedido de prisão, mas torna Lucas Bove réu por agressão à ex
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  • A Justiça de São Paulo tornou o deputado estadual Lucas Bove réu por violência doméstica, decisão proferida em cinco de novembro de dois mil e vinte e cinco, com multa de cinquenta mil reais por descumprimento de medidas judiciais; pedido de prisão preventiva foi negado.
  • O juiz reconheceu violação às medidas protetivas, como a proibição de mencionar a ex-esposa nas redes sociais, mas considerou que as violações ocorreram apenas no ambiente digital, não havendo risco imediato à integridade de Cíntia Chagas.
  • O Ministério Público de São Paulo havia solicitado a prisão preventiva, mas não obteve sucesso.
  • Cíntia Chagas celebrou a decisão e afirmou que, após um ano e três meses, o ex-marido tornou-se réu por violência física, psicológica, perseguição e ameaça; a advogada Gabriela Manssur destacou a importância da aceitação da denúncia.
  • As acusações remontam a 2024, após o término do relacionamento de três meses; a defesa de Bove qualificou a prisão como descabida e disse que provará a inocência, alegando desrespeito a ordens judiciais e vazamento de informações do processo.

A Justiça de São Paulo tornou Lucas Bove, deputado estadual e ex-marido da influenciadora Cíntia Chagas, réu por violência doméstica. A decisão, proferida nesta terça-feira, 5 de novembro de 2025, incluiu a aplicação de uma multa de 50 mil reais por descumprimento de medidas judiciais, embora o pedido de prisão preventiva tenha sido negado.

O juiz responsável pelo caso reconheceu que Bove violou as medidas protetivas, como a proibição de mencionar sua ex-esposa nas redes sociais. Apesar disso, a Justiça não considerou a necessidade de prisão, uma vez que as violações se restringiram ao ambiente digital, sem risco imediato à integridade de Chagas. O Ministério Público de São Paulo havia solicitado a prisão preventiva, mas não obteve sucesso.

Cíntia Chagas, ao comemorar a decisão judicial, destacou a importância de denunciar episódios de violência. Em suas palavras, “depois de um ano e três meses, meu ex-marido finalmente se tornou réu por violência física, psicológica, perseguição e ameaça”. A advogada de Chagas, Gabriela Manssur, enfatizou que a aceitação da denúncia é um passo crucial no combate à impunidade e na aplicação da Lei Maria da Penha.

Acusações e Contexto

As acusações contra Bove surgiram após o término do casamento, em 2024. O deputado, que foi eleito em 2022, é acusado de comportamentos abusivos desde o início do relacionamento, que durou apenas três meses. Boletins de ocorrência revelaram episódios de agressão, incluindo uma situação em que Bove teria jogado uma faca em direção à ex-esposa.

A defesa de Bove, por sua vez, afirmou que o pedido de prisão era “descabido” e que provará a inocência do parlamentar. Os advogados criticaram a ex-esposa por supostamente desrespeitar ordens judiciais e por vazamentos de informações do processo, que deveria ser mantido em sigilo.

As denúncias de violência doméstica contra Bove, que foram inicialmente publicadas pelo colunista Léo Dias, ressaltam a necessidade de atenção a casos de abuso, principalmente em relacionamentos marcados por controle e intimidação.

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