- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Cúpula do Clima em Belém, disse que conflitos armados globais atrasaram avanços na redução de emissões de gases de efeito estufa e podem levar o planeta a um colapso ambiental; também destacou a reabertura de minas de carvão e alertou que gastar o dobro em armamentos frente a ações climáticas é perigoso.
- A Cúpula antecede a COP30, marcada para novembro de 2025, e reúne líderes como o secretário-geral da ONU, António Guterres; o objetivo é reforçar compromissos multilaterais para enfrentar a crise climática.
- Lula ressaltou a pobreza energética, lembrando que 2 bilhões de pessoas não têm acesso a combustíveis adequados e 660 milhões dependem de lamparinas; sem energia limpa e acessível não há desenvolvimento sustentável.
- Durante o discurso, o presidente criticou o sistema financeiro internacional, dizendo que prioriza o financiamento de combustíveis fósseis; os 65 maiores bancos do mundo destinam US$ 869 bilhões ao setor de petróleo e gás no último ano.
- Lula anunciou a criação de um fundo nacional para direcionar lucros da exploração de petróleo e gás para investimentos em energia renovável, e cobrou a implementação dos acordos da COP28, que preveem triplicar a geração de energia renovável e dobrar a eficiência energética até 2030.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante a Cúpula do Clima em Belém, que conflitos armados globais, como a guerra entre Rússia e Ucrânia, têm atrasado os avanços na redução de emissões de gases de efeito estufa. Essa situação, segundo ele, pode levar o planeta a um colapso ambiental. Lula destacou que o conflito reverteu anos de esforços e resultou na reabertura de minas de carvão, advertindo que gastar o dobro em armamentos em comparação com ações climáticas é um caminho perigoso.
A Cúpula do Clima antecede a COP30, marcada para novembro de 2025, e reúne líderes mundiais, como o secretário-geral da ONU, António Guterres. O evento visa reforçar compromissos multilaterais para enfrentar a crise climática. Lula enfatizou a urgência em combater a pobreza energética, que afeta 2 bilhões de pessoas sem acesso a combustíveis adequados e 660 milhões que dependem de lamparinas. Ele ressaltou que sem energia limpa e acessível, não há desenvolvimento sustentável.
Críticas ao financiamento de combustíveis fósseis
Durante seu discurso, Lula criticou o sistema financeiro internacional, que, segundo ele, prioriza o financiamento de combustíveis fósseis. Os 65 maiores bancos do mundo destinaram US$ 869 bilhões ao setor de petróleo e gás no último ano. Ele anunciou a criação de um fundo nacional para direcionar lucros da exploração de petróleo e gás em investimentos em energia renovável, visando a justiça climática.
Apelo por ação global
Lula concluiu seu discurso cobrando a implementação dos acordos da COP28, que prevêem triplicar a geração de energia renovável e dobrar a eficiência energética até 2030. O presidente reforçou que a eliminação da pobreza energética deve ser prioridade nas metas climáticas nacionais, pedindo aos líderes que decidam se o século 21 será lembrado como o da catástrofe climática ou da reconstrução inteligente.
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