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Cotrim Figueiredo defende flexibilização das regras trabalhistas

Cotrim Figueiredo defende flexibilização da lei laboral para acompanhar mudanças rápidas; não opina sobre o anteprojeto do Governo e comenta a greve da CGTP para 11 de dezembro

Cotrim Figueiredo FOTO: Tiago Sousa dias
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  • Cotrim Figueiredo afirmou, no lançamento do livro “Porque sou Liberal — Percursos de um político acidental”, que a flexibilização das regras laborais é uma necessidade que virá mais tarde ou mais cedo, em Porto.
  • O candidato destacou que a lei deve ser flexível para acomodar diversas formas de trabalho, sem tornar os trabalhadores o elo mais fraco, apontando que mercados com legislação mais adaptável geram mais oportunidades.
  • Ele afirmou que, em contexts onde a legislação laboral é mais flexível, há mais oportunidades e progressão salarial para os trabalhadores.
  • Questionado sobre precariedade, o candidato disse que essa condição não é necessariamente uma fragilidade, sendo uma necessidade de adaptação às mudanças do mercado.
  • Sobre a greve geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) marcada para 11 de dezembro, ele respeita o direito à greve, mas ressaltou a importância de que as ações não tenham fins políticos.

O candidato presidencial João Cotrim Figueiredo afirmou, durante o lançamento de seu livro “Porque sou Liberal — Percursos de um político acidental”, que a flexibilização das regras laborais é uma necessidade que ocorrerá “mais tarde ou mais cedo”. O evento aconteceu no Porto, onde ele destacou a importância de adaptar a legislação às rápidas mudanças no mercado de trabalho.

Cotrim Figueiredo comentou que a lei deve ser flexível para acomodar diversas formas de trabalho, sem que isso signifique tornar os trabalhadores o “elo mais fraco”. Ele argumentou que, em contextos onde a legislação laboral é mais adaptável, há mais oportunidades e progressão salarial para os trabalhadores.

Precariedade e Mudança

Questionado sobre a possibilidade de que a flexibilização gere mais precariedade, o candidato defendeu que essa condição não é necessariamente uma fragilidade. Para ele, a precariedade é uma *necessidade de adaptação às mudanças* do mercado. “Estar habituado a ter que mudar não é um problema, é só uma adaptação”, afirmou.

Além disso, Cotrim Figueiredo se manifestou sobre a greve geral da CGTP, marcada para 11 de dezembro. Ele respeita o direito à greve, que é constitucional, e acredita que as confederações sindicais têm o direito de convocar paralisações quando consideram necessário. No entanto, ele alertou para a importância de que essas ações não sejam utilizadas para fins políticos.

O candidato, que já havia evitado comentar o anteprojeto de reforma da legislação laboral do Governo, reafirmou que a flexibilização das regras é uma questão urgente, dada a velocidade com que novas profissões surgem e outras desaparecem. A discussão sobre esses temas continua a ser um ponto central na agenda política atual.

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