- O julgamento do núcleo 3 da trama golpista começa nesta terça-feira no STF, com dez acusados: nove militares do Exército e um agente da Polícia Federal, incluindo o ministro Alexandre de Moraes.
- Investigadores apontam que o grupo planejou ações táticas, como o chamado “Copa 2022”, para monitorar e intimidar figuras públicas.
- A Procuradoria-Geral da República descreve o grupo como responsável por um plano de assassinato contra Lula, Alckmin e Moraes; o agente da PF Wladimir Matos Soares é citado entre os acusados.
- A denúncia envolve tentativa de golpe de Estado e organização criminosa armada, com uma lista completa de acusados que revela um esquema complexo de pressão e movimentação nas Forças Armadas.
- Doze integrantes iniciais foram reduzidos a dez após a rejeição de duas denúncias pelo STF; a atuação dos chamados “kids pretos” é central e houve recusa do comando militar em aderir ao golpe.
O julgamento do núcleo 3 da trama golpista começa nesta terça-feira no Supremo Tribunal Federal (STF). O grupo é composto por nove militares do Exército e um agente da Polícia Federal, acusados de tentativas de derrubar autoridades, incluindo o ministro Alexandre de Moraes. As investigações apontam que os envolvidos planejaram ações táticas, como o chamado “Copa 2022”, que visava monitorar e intimidar figuras públicas.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) descreve o grupo como responsável por um plano de assassinato contra Lula, Alckmin e Moraes. Entre os acusados, destaca-se o agente da PF Wladimir Matos Soares, que teria fornecido informações estratégicas ao núcleo golpista. A denúncia inclui crimes como tentativa de golpe de Estado e organização criminosa armada, com a lista completa de acusados revelando um esquema complexo de pressão e movimentação nas Forças Armadas.
Detalhes do Julgamento
Os dez acusados enfrentam sérias acusações de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Inicialmente, o grupo contava com doze integrantes, mas dois tiveram suas denúncias rejeitadas pelo STF. A atuação dos chamados “kids pretos”, militares das Forças Especiais, é central nas investigações, que revelam um planejamento meticuloso para ações de desestabilização.
A PGR informou que Soares, em áudios, expressou intenções de prender Moraes, revelando a gravidade das ameaças. Além disso, outros militares foram implicados em ações que buscavam pressionar o Alto Comando do Exército a apoiar o golpe. A Polícia Federal concluiu que a execução do plano de assassinato foi abortada devido à recusa do comando militar em aderir ao golpe, evidenciando a resistência institucional.
O julgamento do núcleo 3 é um marco importante no combate a tentativas de desestabilização do governo e ressalta a seriedade das acusações contra os envolvidos.
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