- O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, adiou a votação do projeto antifacção para que Guilherme Derrite apresente a quarta versão do relatório ainda hoje.
- A discussão sobre a matéria ficará apenas entre os líderes partidários, sem decisão definida até o momento.
- Sóstenes Cavalcante, líder do PL, elogiou a medida e afirmou que o crime organizado é um problema relevante, defendendo amadurecimento do debate.
- José Guimarães, líder do governo, disse que o governo busca colaborar com estados e que o prazo adicional pode ajudar a construir um consenso político para as medidas de segurança pública.
- Motta citou convergência entre as bancadas em relação à segurança pública e afirmou que o debate deve ser amplo; ressaltou o foco técnico de Derrite, mesmo com críticas recebidas.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, adiou a votação do projeto de lei antifacção, que estava agendada para esta quarta-feira, 12 de novembro. A decisão foi tomada para que o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) apresente a quarta versão do relatório, que deve ser submetido ainda hoje. A discussão sobre a proposta ocorrerá apenas com os líderes partidários, sem uma decisão definida até o momento.
Motta enfatizou a importância de ouvir os líderes antes de avançar com a votação. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), elogiou a medida e destacou que o crime organizado é um problema significativo, enquanto o Estado se mostra desorganizado na resposta a essa questão. Ele sugeriu que o debate sobre o projeto deve amadurecer.
Por sua vez, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), expressou a intenção do governo em colaborar com os estados no combate às facções criminosas. Guimarães acredita que um prazo adicional pode permitir a construção de um consenso político em torno das medidas necessárias para a segurança pública.
Negociações em Andamento
Motta apontou uma “convergência” entre as bancadas sobre a questão da segurança pública e mencionou que o debate deve ser abrangente. Ele ressaltou que a análise do projeto foi adiada em resposta a pedidos de governadores, visando respeitar o trabalho do relator. O presidente da Câmara reconheceu que Derrite tem se empenhado em manter um enfoque técnico, apesar das críticas que recebeu.
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