- O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela condenação de nove réus do Núcleo 3 e pela absolvição do general Estevam Teóphilo, em sessão extraordinária que analisou crimes como organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado.
- Dois coronéis, Márcio Nunes de Resende Júnior e Ronald Ferreira de Araújo Júnior, devem ser condenados por incitação e associação criminosa; os outros seis réus, entre militares e um policial federal, enfrentam acusações mais severas conforme a Procuradoria-Geral da República (PGR).
- Moraes apontou que o planejamento golpista incluía atos violentos e disseminação de notícias falsas para desestabilizar o Estado Democrático de Direito, citando a Operação Copa 2022.
- O ministro afirmou que houve intenção de monitorar e eliminar adversários políticos, incluindo o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, mas o grupo não conseguiu colocar as ações em prática.
- As defesas contestaram a atuação da Polícia Federal, alegando falta de provas, e a próxima fase do processo, que envolve o Núcleo 2, ficou marcada para 9 de dezembro.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (18) pela condenação de nove réus do Núcleo 3 da trama golpista associada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em contraste, o general Estevam Teóphilo foi absolvido. O julgamento, realizado em sessão extraordinária, também envolveu a análise de crimes graves, como organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado.
Moraes destacou que dois coronéis, Márcio Nunes de Resende Júnior e Ronald Ferreira de Araújo Júnior, devem ser condenados por incitação e associação criminosa. Os outros seis réus, que incluem militares e um policial federal, enfrentam acusações mais severas, conforme a Procuradoria-Geral da República (PGR). O ministro afirmou que o planejamento golpista incluía atos violentos e a disseminação de notícias falsas para desestabilizar o Estado Democrático de Direito.
Detalhes do Julgamento
Durante seu voto, Moraes ressaltou que houve um planejamento para assassinatos de autoridades, incluindo ele mesmo. O ministro mencionou a Operação Copa 2022, um dos planos golpistas, e afirmou que o grupo não conseguiu concretizar suas intenções devido a fatores externos. Ele também citou a intenção de monitorar e eliminar adversários políticos, como o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.
Os réus Ronald Ferreira e Márcio Nunes foram considerados menos culpados, com Moraes aplicando o princípio do *in dubio pro reo*, que favorece a absolvição em caso de dúvida razoável. As defesas dos acusados contestaram a investigação da Polícia Federal, alegando falta de provas claras sobre a participação de seus clientes na trama.
O julgamento segue com a expectativa de que outros ministros se pronunciem sobre o caso. A próxima fase do processo, envolvendo o Núcleo 2, está agendada para 9 de dezembro.
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