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Procuradoria proíbe expressões ‘coisa está preta’ e ‘dia de branco’

Procuradoria-Geral Federal (PGF) publica portaria proibindo expressões racistas em atos oficiais, orienta servidores e prevê curso de letramento racial

Portaria de órgão ligado à AGU proíbe uso de expressões consideradas racistas em documentos oficiais. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
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  • A Procuradoria-Geral Federal (PGF), ligada à Advocacia-Geral da União (AGU), publicou uma portaria que proíbe expressões consideradas racistas em documentos e pronunciamentos oficiais. A medida foi anunciada na sexta-feira, 21 de novembro de 2025.
  • Entre os termos proibidos estão expressões como “coisa está preta” e “dia de branco”, com o objetivo de evitar linguagem racista e promover termos mais adequados em atos oficiais.
  • A portaria ressalta que, mesmo sem intenção, construções linguísticas podem reforçar preconceitos estruturais e hierarquias raciais, orientando a comunicação institucional responsável e a promoção da igualdade racial.
  • O texto abrange atos escritos por procuradores, incluindo discursos e notas internas, sugerindo evitar expressões como “humor negro”, “lista negra” e “mercado negro”, além de vetar palavras como “mulato” e “índio”. Também inclui frases populares associadas a preconceito, como “não sou tuas negas”.
  • Caso haja uso de expressões proibidas, o servidor receberá orientação para aperfeiçoamento linguístico e poderá ser encaminhado a curso de “letramento racial ou linguagem inclusiva”, com materiais educativos como cartilhas e vídeos; a lista será revisada após protocolo da AGU sobre gênero, raça, etnia e outras interseccionalidades.

A Procuradoria-Geral Federal (PGF), vinculada à Advocacia-Geral da União (AGU), publicou uma portaria que proíbe o uso de expressões consideradas racistas em documentos e pronunciamentos oficiais. A medida foi anunciada na última sexta-feira, 21 de novembro de 2025, e inclui termos como “coisa está preta” e “dia de branco”. A decisão visa prevenir a linguagem racista e promover a adoção de termos mais adequados em atos oficiais.

De acordo com a PGF, expressões que perpetuam estereótipos ou que reforçam hierarquias raciais estão entre as que devem ser evitadas. A portaria destaca que até construções não intencionais podem ser consideradas racistas se reproduzirem preconceitos estruturais. O documento estabelece diretrizes para a comunicação institucional responsável e a promoção da igualdade racial.

Diretrizes e Recomendações

A nova norma abrange todos os atos escritos por procuradores, incluindo discursos e notas internas. A PGF recomenda evitar expressões como “humor negro”, “lista negra” e “mercado negro”, além de vetar palavras como “mulato” e “índio”. Frases populares associadas a preconceitos, como “não sou tuas negas”, também foram incluídas na lista de termos a serem evitados.

A portaria prevê que, caso um servidor utilize as expressões proibidas, ele receberá orientação individual para o aperfeiçoamento linguístico. Além disso, a PGF pode encaminhar o servidor para um curso de “letramento racial ou linguagem inclusiva”, disponibilizando materiais educativos como cartilhas e vídeos.

Revisão e Modernização

A lista de expressões será revisada após a publicação de um protocolo da AGU que abordará gênero, raça, etnia e outras interseccionalidades. O governo brasileiro afirma que o objetivo é padronizar conceitos e modernizar a comunicação pública, fortalecendo a cultura de prevenção ao racismo dentro da administração.

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