- Bolsonaro foi preso preventivamente em Brasília na manhã de sábado, 22 de novembro de 2025, após alerta da Polícia Federal sobre risco de fuga; ele foi levado à Superintendência da PF por volta de 6h35.
- A defesa havia pedido prisão domiciliar humanitária, citando o estado de saúde dele, mas o pedido foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes.
- Advogados reiteram que Bolsonaro apresenta sequelas graves da facada de 2018, incluindo problemas cardiológicos, pulmonares, gastrointestinais, neurológicos e oncológicos, que exigem monitoramento médico constante e deslocamento rápido para atendimento.
- A negativa de Moraes se baseia na necessidade de manter a ordem e a segurança, especialmente diante de indícios de tentativa de romper a tornozeleira eletrônica.
- A defesa pretende recorrer; apoiadores realizam vigílias em solidariedade.
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente na manhã deste sábado, 22 de novembro de 2025, após um alerta da Polícia Federal sobre risco de fuga. A prisão ocorreu em Brasília, onde o ex-mandatário foi levado à Superintendência da PF por volta das 6h35. A defesa havia solicitado uma prisão domiciliar humanitária, citando o estado de saúde de Bolsonaro, mas o pedido foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes.
Os advogados de Bolsonaro argumentam que ele apresenta sequelas graves decorrentes da facada sofrida em 2018, incluindo problemas cardiológicos, pulmonares, gastrointestinais, neurológicos e oncológicos. Segundo a defesa, esse quadro clínico exige monitoramento médico constante e a possibilidade de deslocamento rápido para atendimento especializado, o que seria inviável em regime fechado. Eles afirmam que a saúde do ex-presidente demanda acompanhamento intenso para evitar novos episódios críticos.
A negativa de Moraes foi fundamentada na necessidade de manter a ordem e a segurança, especialmente em um contexto onde há indícios de que Bolsonaro poderia tentar romper a tornozeleira eletrônica. A prisão preventiva não é a mesma coisa que o cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses, a qual foi imposta ao ex-presidente por supostamente liderar um plano para se manter no poder após as eleições de 2022.
A situação de Bolsonaro continua a gerar polêmica, com seus apoiadores realizando vigílias em solidariedade. A defesa promete recorrer da decisão, reiterando a fragilidade da saúde do ex-mandatário como um fator determinante para a concessão da prisão domiciliar.
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