- O advogado-geral da União, Jorge Messias, teve 32 votos a favor e 42 contrários, o pior desempenho de indicações da Presidência desde os anos 2000.
- A sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) está marcada para quarta-feira, 29, antecedendo a votação no plenário.
- Messias superou Mendonça e Dino, que registraram as aprovações mais apertadas na história recente, com 47 votos favoráveis cada um.
- A oposição resistiu às indicações: Mendonça foi indicado por Jair Bolsonaro e Dino por Luiz Inácio Lula da Silva.
- Especialista aponta possibilidades de mudanças no trâmite, como prazo entre indicação e sabatina, além da necessidade de justificativa pública do presidente para a escolha.
Messias, indicado pelo presidente Lula para ocupar vaga no STF, teve o pior desempenho entre indicados para a corte desde os anos 2000. A votação no Senado terminou com 42 votos contrários e 32 a favor.
A derrota de Messias supera a de André Mendonça e Flávio Dino, que registraram as votações mais apertadas na Casa. Mendonça teve 47 votos favoráveis, com 6 a mais que o mínimo necessário; Dino teve 47 a favor e voto contrário próximo do mínimo.
A sabatina na CCJ, que antecede a votação no plenário, está marcada para esta quarta-feira (29). Entre 2023 e hoje, o Senado tem mantido um ritmo de avaliação que pode influenciar o resultado final.
Para especialistas, o atraso entre indicação e sabatina e a necessidade de justificativas formais ampliam o debate sobre o procedimento. O modelo atual é visto como heredado do sistema dos EUA, com o Senado aprovando nomes indicados pelo Planalto.
Historicamente, a reprovação de ministros ocorreu apenas com Floriano Peixoto no século XIX. Desde a redemocratização, o Senado aprovou quase todas as indicações, com exceções pontuais.
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