- O governo Lula indicou Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, com sabatina marcada para 10 de dezembro.
- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, resiste à indicação e chegou a defender Rodrigo Pacheco para ocupar a vaga.
- O ministro Alexandre Silveira afirmou que a tensão é pontual e que dialogar para formar maioria é natural.
- A Comissão de Constituição e Justiça tende a ter parecer favorável a Messias, mas há incerteza no plenário, onde Alcolumbre aparece como principal entrave.
- A aprovação no plenário depende de votos de 41 dos 81 senadores; Weverton Rocha sinalizou parecer favorável na CCJ.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, minimizou nesta semana a tensão entre o governo Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em torno da indicação de Jorge Messias para o STF. Ele classificou o impasse como pontual e natural, afirmando que o diálogo busca construir maioria no Congresso.
Silveira destacou que cabe ao presidente Lula decidir se atuará diretamente para destravar a tramitação. O ministro ressaltou a responsabilidade do chefe do Executivo e a necessidade de manter a relação democrática com o parlamento para avançar com a indicação.
A sabatina de Messias foi marcada para 10 de dezembro, com Alcolumbre defendendo antes a escolha de Rodrigo Pacheco para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso. A Comissão de Constituição e Justiça precisa de maioria simples (14 votos) para aprovar o indicado.
Desdobramentos
No plenário, a perspectiva é de maior dificuldade: a resistência de Alcolumbre é apontada como principal entrave, segundo relatos de aliados de Messias. A CCJ, porém, aparece mais propícia, com o relator Weverton Rocha sinalizando parecer favorável.
A indefinição no apoio ao nome de Messias permanece no radar político, enquanto o governo busca consolidar apoio suficiente para aprovar o indicado no Senado, em meio a disputa interna entre palácios sobre o desenho da composição da vaga no STF.
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