- A CPMI do INSS aumentou a pressão para convocar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, após depoimento de testemunha ligada a um esquema de fraude contra aposentados.
- A comissão deve votar nesta quinta-feira, 4, a convocação de Lulinha, com relatos de recebimento de valores mensais e de abertura de empresas no exterior em negócios ligados ao grupo investigado.
- Documentos analisados indicam que Lulinha, junto com uma publicitária associada ao partido, teria recebido cerca de R$ 8 milhões; o total movimentado pode chegar a até R$ 25 milhões.
- Há alegações de abertura de empresas no exterior, uso de paraísos fiscais e viagens internacionais para estruturar um negócio de venda de canabidiol, mas ainda não há prova documental direta.
- O depoimento de Edson Claro, ex-funcionário do INSS, é considerado possível elo; o requerimento de convocação foi apresentado por deputados e senadores do Novo.
A CPMI do INSS pressiona pela convocação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, após depoimento de uma testemunha que liga o empresário a um esquema de fraude envolvendo aposentados. A comissão deve votar, nesta quinta-feira, a convocação do filho do presidente Lula, com base em relatos sobre recebimentos, abertura de empresas no exterior e atuação em negócios ligados ao grupo investigado.
Segundo o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, documentos analisados indicam que Lulinha teria recebido, junto com uma publicitária ligada ao partido, cerca de 8 milhões de reais. O montante total movimentado pelo esquema pode chegar a aproximadamente 25 milhões de reais, conforme relatos da testemunha ouvida pela CPMI. As informações não possuem, até o momento, comprovação documental direta.
A testemunha afirmou ainda que empresas no exterior teriam sido criadas para disputar contratos no Ministério da Saúde, com suposto envolvimento de lobby ligado ao filho do presidente. As evidências são objeto de apurações da Polícia Federal e da CPMI, que apuram possível uso de paraísos fiscais e viagens internacionais para estruturar um novo negócio na área de canabidiol. A própria CPMI frisa que ainda não há prova direta do envolvimento de Lulinha.
Edson Claro, ex-funcionário do INSS conhecido como o “Careca do INSS”, é apontado como elo possível no depoimento. A defesa de Lulinha e o Palácio do Planalto não respondeu aos contatos até o fechamento desta edição. A oposição tentou convocar Claro, mas a aprovação ficou pendente entre parlamentares governistas.
Requerimento para a convocação foi apresentado por deputados do Novo e apoiado por oponentes, com base em informações de depoimentos e reportagens. Os parlamentares argumentam que a CPMI precisa esclarecer vínculos financeiros, relações com empresas investigadas e eventual participação de Lulinha em estruturas empresariais usadas no esquema. Se aprovado, Lulinha comparecerá oficialmente à CPMI do INSS para prestar esclarecimentos.
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