- Estudo do MIT avalia dois caminhos de expansão da rede elétrica dos EUA: foco geográfico em áreas com mais energias renováveis versus maior interconexão nacional.
- Rede menos uniforme geograficamente reduziria custos em 1,13% e emissão de carbono em 3,65% em relação à abordagem prescritiva.
- Abordagem prescritiva aumenta a confiabilidade ante eventos climáticos extremos, reduzindo outages.
- Com 30% de conectividade interregional, quedas de outages no frio extremo podem chegar a 39%.
- Existe ainda um caminho híbrido que combina interconectividade nacional com infraestrutura localizada, avaliando tradeoffs entre custo, emissões e confiabilidade.
AUMENTO da demanda de energia leva a expansão da rede elétrica dos EUA, segundo estudo do MIT. A pesquisa compara dois caminhos: ampliar interconexões nacionais ou concentrar a expansão onde há mais energia renovável. O objetivo é avaliar custo, emissões e confiabilidade.
Os pesquisadores usaram o modelo Gen X para simular impactos de políticas como o BIG WIRES Act, que propõe que cada região transmita pelo menos 30% de sua demanda de pico para outras regiões até 2035. O estudo aponta tradeoffs claros entre custo, emissões e confiabilidade.
Caminhos de expansão
Uma rede menos uniforme geograficamente custaria 1,13% a menos e reduziria emissões em 3,65% em relação à abordagem prescritiva. No entanto, a segunda opção aumentaria a confiabilidade ante eventos climáticos extremos, reduzindo outages.
Com 30% de conectividade interregional, as quedas de outages no frio extremo chegariam a 39%, fortalecendo a resiliência diante de tempestades e picos de demanda. Fatores como confiabilidade aparecem entre as principais preocupações dos formuladores.
Caminhos híbridos e participação legislativa
Os autores também avaliam um caminho híbrido, combinando conectividade nacional com expansão localizada, para equilibrar custos e confiabilidade. Jurisprudência e propostas legislativas são discutidas como formas de orientar políticas públicas com uso de modelos.
O estudo conclui que ambos os modelos oferecem ganhos em diferentes frentes: o caminho prescritivo tende a melhorar a confiabilidade, sobretudo em condições extremas, enquanto a expansão geograficamente seletiva reduz custos e, potencialmente, emissões.
Sobre a pesquisa e seus autores
Os pesquisadores destacam que o equilíbrio entre custo e confiabilidade é central para policymakers. Christopher Knittel, da Sloan, afirma que políticas mais prescritivas podem trazer benefícios em eventos extremos, mesmo que o custo suba marginalmente.
A pesquisa, publicada na Nature Energy, envolve João Ramon Senga, Audun Botterud, John Parson, Drew Story e Knittel. O MIT Climate Policy Center coordenou o estudo, com apoio do MIT Climate Project, criado em 2024.
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