- O ministro Alexandre de Moraes pediu a Flávio Dino o agendamento do julgamento da ação penal sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018, no Rio de Janeiro.
- A instrução criminal foi encerrada, as diligências foram cumpridas e já há alegações finais da Procuradoria-Geral da República e das defesas, com previsão de decisão sobre condenação por organização criminosa e homicídio.
- São réus Domingos Brazão, Chiquinho Brazão, Rivaldo Barbosa, Ronald Alves de Paula e Robson Calixto; Ronnie Lessa, em delação premiada, apontou os mandantes do crime.
- A delação afirma que os motivos envolviam a inibição de atuação político-partidária de um grupo de parlamentares com ideias contrárias aos dos mandantes; a PGR sustenta que agentes públicos participaram da execução.
- Em maio, o vice-procurador-geral Hindenburgo Chateaubriand voltou a pedir a condenação dos réus por organização criminosa e homicídio.
Nesta quinta-feira (4), o ministro Alexandre de Moraes pediu ao presidente da Primeira Turma, Flávio Dino, que seja agendado o julgamento da ação penal por envolvimento no assassinato de Marielle Franco e de Anderson Gomes, em 2018. A pauta envolve também o colegiado composto pelos ministros Cristiano Zanin e Carmen Lúcia.
Os réus são Domingos Brazão, Rivaldo Barbosa, Chiquinho Brazão, Ronald Alves de Paula e Robson Calixto. Moraes informou que a instrução criminal foi encerrada, com o cumprimento de diligências complementares e manifestações finais da Procuradoria-Geral da República (PGR) e das defesas.
A delação premiada de Ronnie Lessa aponta os mandantes do crime, incluindo Brazão e Barbosa. A PGR afirmou que os homicídios visavam inibir a atuação de um grupo de parlamentares, com participação de agentes públicos de alta posição. As defesas negaram participação durante a instrução.
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