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Plano de recuperação da natureza na Inglaterra com cláusula de aviso de 1 ano

Nova cláusula permite rescindir contratos em doze meses, o que pode reduzir participação privada, proteção de terras e continuidade de projetos de restauração na Inglaterra

Nature-friendly farming schemes in England have been beset by difficulties. Photograph: Lisa Geoghegan/Alamy
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  • O governo incluiu uma cláusula que permite terminar contratos com apenas 12 meses de aviso, o que desanima potenciais signatários.
  • O orçamento para a recuperação de paisagens fica em £500 milhões ao longo de vinte anos, em comparação com o objetivo anterior de £2,4 bilhões por ano.
  • Conservacionistas alertam que as mudanças e o menor financiamento podem reduzir a adesão privada e a proteção de terras para a natureza.
  • Há preocupações de que contratos com término rápido deixem proprietários com áreas rewilded que não podem mais ser cultivadas, dificultando a reconversão.
  • A reação de agricultores e especialistas inclui cobrança de clareza sobre o engajamento com o setor privado; o governo diz que £500 milhões é um adiantamento para proteger e restaurar a natureza na Inglaterra.

O plano de recuperação da natureza na Inglaterra, o ELMS, sofre novas alterações que podem comprometer a continuidade dos projetos. Uma cláusula permite encerrar contratos com apenas 12 meses de aviso, o que desestimula os signatários. O orçamento também foi reduzido.

O governo informou que o financiamento total para recuperação de paisagens será de £500 milhões ao longo de 20 anos, repartidos entre as três vias do ELMS, com a recuperação de habitats no campo entre as prioridades. A mudança reduz o aporte anterior de £2,4 bilhões anuais.

Especialistas e defensores da natureza apontam que o novo teto dificultará o engajamento privado, prejudicando a proteção de terras e a implementação de projetos de restauração. A cláusula de rescisão pode deixar proprietários com áreas rewildadas sem perspectiva de uso agrícola.

A mudança foi anunciada pela secretária de meio ambiente, Emma Reynolds, junto de técnicos do governo. A equipe afirma que o plano mantém o objetivo de restaurar habitats em milhares de hectares, mas com menos recursos anuais para a iniciativa.

Jake Fiennes, diretor de conservação do Holkham Estate, é um entre os signatários que já defendem renegociação dos termos. Ele ressalta que contratos com aviso de apenas um ano prejudicam planejamento financeiro de longo prazo para proprietários.

Tom Bradshaw, presidente da NFU, destacou que a participação privada depende de garantias de continuidade. Já Toby Perkins, presidente da comissão de auditoria ambiental, questiona se £500 milhões são suficientes para alcançar as metas anunciadas.

Alice Groom, da RSPB, enfatiza que a meta atual de participação de produtores reduz drasticamente as áreas sob manejo ambiental. Cientistas alertam que a qualidade dos habitats permanece essencial para espécies e polinizadores.

Defra afirma que £500 milhões é apenas o pagamento inicial para proteger e restaurar a natureza na Inglaterra. O governo diz que o apoio público, aliado a investimentos privados, poderá ampliar a atuação ao longo do tempo.

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