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Projeto de lei de Luciano Hang pode ser aprovado neste ano e beneficiar lojistas

Projeto "PL Luciano Hang" pode ser votado ainda neste ano na Câmara após urgência; previsão de votação em até 45 dias e avanço para o Senado

O deputado Sanderson (PL-RS), relator do projeto de lei, diz que há “clima favorável” na Câmara para aprovar “PL Luciano Hang” (Foto: Marina Ramos/Luis Macedo (Câmara dos Deputados))
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  • Câmara aprovou regime de urgência ao projeto “PL Luciano Hang”, que altera a LGPD para permitir a divulgação de faces de pessoas flagradas cometendo furtos, com votação direta no Plenário em até 45 dias.
  • A autoria é da deputada Bia Kicis e a relatoria fica com o deputado Sanderson (PL-RS); objetivo é aprovação ainda neste ano.
  • A ANPD havia determinado a retirada de vídeos que expunham furtos envolvendo a Havan; após a medida, houve queda nos furtos na campanha, seguida de retorno quando bloqueios acabaram.
  • Sanderson diz que o parecer deve ser finalizado na próxima semana e que o clima na Câmara é favorável para avançar o texto ao Senado.
  • A proposta sustenta que a divulgação de imagens de crimes flagrantes é legítima e necessária para a segurança pública, desde que respeite princípios constitucionais e a proteção de dados.

O projeto conhecido como PL Luciano Hang pode avançar na Câmara ainda neste ano. A proposta, de autoria da deputada Bia Kicis e com Sanderson como relator, altera a LGPD para permitir a divulgação de faces de pessoas flagradas cometendo furtos em estabelecimentos. A Câmara aprovou regime de urgência em 12 de novembro, o que acelera a tramitação direto ao plenário.

O regime de urgência prevê votação em até 45 dias, sem necessidade de passar pelas comissões temáticas. Com isso, o texto pode ir diretamente ao Plenário para análise do mérito. A ideia é estabelecer balanças entre proteção de dados, segurança pública e interesse de comerciantes.

Segundo Sanderson, o parecer deve ficar pronto na próxima semana, e há clima favorável na Câmara para a pauta seguir ao Senado ainda neste ano. A Petrobras não está envolvida no tema; trata-se de segurança de dados e prevenção a crimes em lojas de diferentes portes.

Contexto e motivações

A discussão ganhou repercussão após a ANPD ter determinado a retirada de vídeos que expunham furtos envolvendo a rede Havan, de Luciano Hang. A análise técnica corrige distorções entre LGPD e o direito de comerciantes se protegerem.

A proposta justifica a mudança argumentando que a divulgação de imagens de crimes em flagrante, de forma responsável, pode atuar como instrumento de prevenção. Ao ampliar a identificação de criminosos, o objetivo é reduzir furtos e aumentar a sensação de segurança em pontos de venda.

Desdobramentos esperados

A Câmara tem demonstrado sensibilidade à segurança pública e ao impacto econômico dos furtos. A expectativa é de que o parecer técnico, baseado em dados e legalidade, passe por ajustes para evitar interpretações indevidas da LGPD. A votação no plenário dependerá do acordo entre as lideranças.

Impacto para lojistas e público

Especialistas apontam que a divulgação responsável de imagens pode inibir ações de quadrilhas e ajudar na identificação de criminosos, fortalecendo a proteção de consumidores e estabelecimentos. O tema envolve equilíbrio entre direito de proteção de dados e segurança pública.

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