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Senado marca votação da lei de impeachment de ministros do STF para quarta

Projeto restringe pedidos de impeachment a OAB, PGR e partidos; cidadãos só por abaixo-assinado de 1% do eleitorado, com 15 dias para decisão e quórum elevado

(Foto: reprodução/Youtube TV Senado)
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  • O presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Otto Alencar, marcó para quarta-feira a votação do projeto que redefine as regras do impeachment de ministros do STF e de outras autoridades.
  • O texto restringe quem pode apresentar pedidos: passam a ser permitidos apenas pela Ordem dos Advogados do Brasil, pela Procuradoria-Geral da República e por partidos com representação no Congresso; cidadãos podem pedir apenas via abaixo-assinado com apoio de um por cento do eleitorado.
  • O relator Weverton Rocha afirma que as mudanças valem para autoridades de todos os poderes, e que o objetivo é fortalecer a formalidade do processo contra abusos.
  • Se houver arquivamento do pedido, o plenário poderá desarquivar em quinze dias com apoio de dois terços dos senadores; a votação final para impedir um ministro exigirá dois terços dos oitenta e um senadores.
  • A proposta surge em meio à decisão do ministro Gilmar Mendes, que ampliou garantias para magistrados ao reinterpretar dispositivos da lei e sugeriu que o Senado tenha maior quórum para evitar instrumentalização política.

O Senado pode adotar mudanças na lei do impeachment, com o objetivo de restringir quem pode apresentar pedidos e como o processo é conduzido. A ideia ganhou impulso após críticas à atuação de autoridades com relação a uma liminar recente.

O projeto, que tramita na Comissão de Constituição e Justiça, propõe mudanças para ministros do STF e de outras autoridades. O relator Weverton Rocha afirma que a iniciativa reorganiza a legitimidade para apresentar o pedido.

A proposta restringe a apresentação a entidades como a OAB, a PGR e partidos com representação no Congresso. Cidadãos só poderão apresentar um abaixo-assinado com apoio de 1% do eleitorado para acionar o processo.

Proposta de mudanças

A medida prevê prazo de 15 dias úteis para o presidente do Senado analisar o requerimento. Caso haja arquivamento, o pedido pode ser desarquivado com 2/3 dos senadores, ou 54 votos, em até 15 dias.

A votação final para impedir um ministro exigiria 2/3 dos 81 senadores, tornando o barrier mais elevado que hoje. A ideia é evitar pedidos motivados por insatisfação momentânea.

Weverton Rocha sustenta que a restrição qualifica o ato e evita ações injuriosas ou dolosas. Ele diz que o instrumento não deve ser usado como ferramenta política para divergência com autoridades.

O episódio envolve críticas à atuação de Gilmar Mendes, que publicou uma liminar sobre limitação de pedidos contra magistrados. A decisão motivou debates sobre mudanças legais para o impeachment.

A discussão acompanha uma linha de reformas já debatidas no Senado, com participação de membros da CCJ e do governo. O objetivo é tornar o procedimento mais criterioso e estável.

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