- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconduziu Paulo Gonet ao cargo de procurador-geral da República por mais dois anos; publicação no Diário Oficial da União nesta terça-feira (9).
- A indicação foi aprovada pelo Senado no dia 12 de novembro, com 45 votos a favor e 26 contrários; foi a menor margem desde a redemocratização (1988).
- Gonet atua no Ministério Público Federal desde 1987 e já exerceu o cargo de vice-procurador-geral eleitoral; participou de denúncias contra Jair Bolsonaro.
- Como procurador-geral da República, Gonet foi responsável por apresentar denúncias e participar de julgamentos de envolvidos no golpe de Estado de 2022, incluindo o ex-presidente Bolsonaro; ele ressalta atuação técnica e independência política.
- Em sabatina no Senado, Gonet afirmou que a PGR não lança denúncias precipitadas, não tem lado político e que o órgão realiza um trabalho técnico, com entendimentos validados pelo Judiciário.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a recondução de Paulo Gonet ao cargo de procurador-geral da República. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (9). O afastamento ocorreu após a aprovação do Senado, em 12 de novembro, por 45 votos a favor e 26 contra.
A recondução manterá Gonet à frente do Ministério Público Federal por mais dois anos. A margem de aprovação foi a menor desde a redemocratização, em 1988, e o placar ficou dentro do mínimo necessário, ≥41 votos. Gonet já ocupa o cargo desde dezembro de 2023, indicado por Lula.
Contexto institucional e atuação do PGR
Paulo Gonet ocupa o cargo mais alto do MPF desde dezembro de 2023. Integra o MPF desde 1987 e já atuou como vice-procurador-geral eleitoral, assinando parecer que recomendou a inelegibilidade de Jair Bolsonaro em 2023.
Gonet foi responsável por apresentar denúncias e participar de julgamentos relacionados a ataques de 2022. Em sabatina, disse defender atuação técnica e independência política do MPF, enfatizando que não há, nem houve, perseguição a adversários.
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