- Lula pediu ao Congresso a aprovação da PEC da Segurança Pública e defendeu um papel mais ativo da União no combate ao crime, mantendo a autonomia dos estados; votação prevista para 16 de dezembro.
- A PEC amplia a atuação federal na formulação de políticas de segurança e permite que a União coordene as forças policiais dos estados.
- O presidente afirmou que é preciso investir em inteligência e mirar nos alvos certos no combate ao crime organizado, rejeitando políticas de confronto indiscriminado.
- Lula informou ter conversado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para cooperação no enfrentamento do crime organizado e para pedir apoio na captura de brasileiros de facções que moram no exterior, citando um chefe de crime como exemplo.
- O discurso também enfatou a violência contra mulheres, defendendo mudanças educacionais e familiares para enfrentar esse problema.
Lide
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu neste terça-feira, 9 de dezembro de 2025, a aprovação da PEC da Segurança Pública e defendeu maior atuação da União no combate ao crime organizado. O lançamento do programa CNH do Brasil ocorreu no Palácio do Planalto, com a presença de congressistas e ministros. A proposta visa ampliar a coordenação federal na segurança e precisa passar pela Câmara.
Lula afirmou que é necessário definir o papel da União sem inviabilizar a autonomia dos estados, mas reforçou que o governo federal precisa ter uma participação relevante. A Câmara deve votar a PEC em 16 de dezembro.
A PEC propõe maior input da União na formulação de políticas de segurança e instrumentos para coordenar as forças policiais estaduais, alterando dispositivos constitucionais que hoje atribuem competência às unidades federativas.
Pontos da PEC e reação política
Governadores de oposição, como Ronaldo Caiado e Tarcísio de Freitas, criticam a proposta por potencial centralização. A oposição teme perda de autonomia estadual. O texto é visto por parte da oposição como excesso de poder em Brasília.
Lula lembrou a necessidade de estratégia no combate ao crime organizado, com foco em inteligência e seleção de alvos, defendendo evitar políticas de confronto indiscriminado. O presidente citou ações recentes para reforçar a importância de ações direcionadas e eficazes.
Em relação ao tema, o presidente afirmou ter entrado em contato com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir cooperação no enfrentamento do crime organizado e apresentar um plano brasileiro para lidar com facções internacionais. A abordagem prioriza uso de inteligência em vez de uso indiscriminado de força.
Cooperação internacional e desdobramentos
Durante o discurso, Lula mencionou a necessidade de capturar brasileiros ligados a facções que residem no exterior, em especial nos Estados Unidos, com apoio de cooperação internacional. A ideia é avançar na identificação de lideranças e facilitar prisões.
O chefe do Executivo também destacou a atuação de forças de segurança para neutralizar equipes do crime organizado, sem adotar políticas de confronto que gerem altos índices de violência. A expectativa é fortalecer parcerias com governos estrangeiros.
Violência contra mulheres
Lula ressaltou que a violência contra mulheres tem raízes educacionais e culturais que precisam ser enfrentadas pela sociedade. Ele criticou a naturalização dessa violência e destacou a necessidade de mudanças na educação e na estrutura familiar para reduzir o problema.
O presidente afirmou que a educação é fundamental para mudar padrões de comportamento e orientar as famílias sobre como educar filhos, buscando reduzir a violência doméstica no longo prazo.
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