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STF: Réus do núcleo 2 negam acusações de golpe de Estado

Defesas negam participação de seis réus em organização criminosa que planejou golpe, minuta, atentado e blitze para impedir eleitores de Lula; julgamento segue

Primeira Turma do STF ouviu as sustentações orais das defesas do núcleo 2 da suposta tentativa de golpe de Estado. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
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  • No primeiro dia de julgamento no STF, defesas de seis réus do Grupo 2 negaram envolvimento na minuta do golpe, em planos de assassinato e em blitz para impedir eleitores de Lula em 2022.
  • Os réus são acusados de formar uma organização criminosa para dar um golpe de Estado, com a criação da minuta do golpe, um suposto plano para assassinato de autoridades e uso de blitz da Polícia Rodoviária Federal.
  • A defesa de Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro, afirmou que ele atuava como bombeiro administrativo e não participou de reuniões sobre a minuta; ele reconheceu que repassou informações a Mauro Cid, que o isentou na delação.
  • A defesa de Mário Fernandes disse que o “Plano Punhal Verde e Amarelo” foi apenas um pensamento digital, e o ministro Alexandre de Moraes não constava no documento; o réu não participou de reuniões sobre o tema.
  • Sobre as blitzes, as defesas de Marília Ferreira de Alencar e Silvinei Vasques negaram qualquer articulação para bloquear eleitores; as operações seriam descentralizadas e não houve atuação direcionada contra eleitores de Lula.
  • Próximos passos: julgamento retoma na terça-feira (16) com os votos da Primeira Turma, começando pelo relator Alexandre de Moraes; se houver condenação, haverá dosimetria das penas.

No STF, seis réus do Grupo 2 negaram hoje envolvimento em crimes ligados a uma suposta organização criminosa para dar um golpe de Estado. A acusação aponta a elaboração de uma minuta do golpe, planos de assassinato de autoridades e ‘blitz’ para impedir eleitores de Lula em 2022.

Defesas detalharam as atuações de cada réu. Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro, seria apenas um bombeiro administrativo e não participou de reuniões sobre a minuta. Afirmaram que ele repassou informações a Mauro Cid, que, segundo a defesa, o isentou na delação premiada.

Mário Fernandes afirmou que o plano de assassinato seria apenas um pensamento digital, sem compartilhamento. Também destacaram que o ministro Alexandre de Moraes não constava no documento e que o general não participou de reuniões sobre o assunto.

As teses sobre as blitzes também foram negadas. Marília Ferreira de Alencar, ex-diretora da PF, foi citada como não tendo articulado operações com a PRF, alegando que as ações eram descentralizadas. A defesa de Silvinei Vasques negou atuação para obstruir eleitores de Lula no dia da eleição.

Após as sustentações orais, o julgamento seguirá na próxima terça-feira (16) com os votos dos ministros da Primeira Turma. O relator, Alexandre de Moraes, iniciará as manifestações, seguido pelos demais ministros. A dosimetria da pena deverá ocorrer após a contagem dos votos.

Não há conclusão prevista no momento. A sessão volta com novas sustentações e, em seguida, com o desfecho do veredito. A cobertura completa permanece baseada em relatos oficiais do STF e dos operadores do direito envolvidos.

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