- O Australian Taxation Office pretende reduzir trabalho terceirizado em 500 mil dólares neste ano fiscal, dentro de um orçamento anual de 4,5 bilhões, valor visto como pequeno pela oposição.
- A medida foi anunciada após uma sessão do Senado e é criticada por ser considerada insuficiente para uma agência que deveria liderar a redução de contratação externa.
- Há preocupações sobre pendências de serviço, turnover elevado em call centers terceirizados e dúvidas sobre a validade do valor informado.
- Em linhas gerais, agências seguem tentando reduzir a terceirização desde a orientação do governo federal em 2023, com resultados variados entre ATO e Services Australia.
- Dados apontam que a ATO reduziu gastos com terceiros em 80,4 milhões de dólares no último exercício e que a Services Australia reduziu em 733 milhões no ano anterior, com metas menores no ano corrente; DEWR não fixou metas de redução.
O Australian Taxation Office (ATO) pretende reduzir o trabalho terceirizado em 500 mil dólares neste ano fiscal, dentro de um orçamento operacional anual de 4,5 bilhões. A meta, apresentada após uma audiência do Senado, foi recebida com ceticismo pela oposição.
Senadores e representantes sindicais questionam o valor, apontando que a cifra é insuficiente para uma agência de tamanho peso. A verificação ocorreu durante as sessões de Estimates, com a Greens destacando que terceirizar serviços públicos corrói a capacidade institucional.
Oposição e sindicatos destacam pendências de serviço e turnover alto em centrais de atendimento terceirizadas. Analistas apontam que a redução ainda é modesta diante da necessidade de reduzir a dependência de contratados. O ATO afirma que pode haver oportunidades adicionais de internalizar atividades core.
Contexto e desdobramentos
Dados do último ano indicam que o ATO já reduziu gastos com fornecedores externos em 80,4 milhões de dólares, segundo o relatório anual, e definiu a meta de 500 mil dólares para 2025-26. Serviços Australia, que abrange a Centrelink, cortou gastos externos em 733 milhões no ano anterior; o recuo seguinte foi de 2,6 milhões, com meta de pouco mais de 600 mil neste ano.
Entre as instituições, o DEWR (gestor do Workforce Australia) foi o único a não estabelecer metas de redução de terceirizados, segundo o CPSU. A entidade argumenta que a maior parte de seu trabalho é realizada internamente, com terceirizados apenas em casos limitados. O sindicato reforça a preocupação com a privação de empregos públicos estáveis.
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