- Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, não comentou a defesa de renúncia do presidente da Câmara, Hugo Motta, feita por Lindbergh Farias.
- Boulos criticou a condução da Câmara após a aprovação do PL da dosimetria, dizendo que a Casa atua de forma inadequada em relação ao povo.
- O ministro mencionou a “anistia envergonhada” e episódios de agressões a jornalistas, comparando com episódios anteriores de ocupação da Mesa.
- Ele afirmou que houve ocupação de mesas da Câmara e do Senado pela oposição e apontou dois pesos e duas medidas na atuação de Motta.
- Sobre Glauber Braga, Boulos mencionou a retirada pela Polícia Legislativa, a suspensão de Braga por seis meses e que três deputados enfrentam processo no Conselho de Ética (Van Hattem, Pollon e Zé Trovão).
O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou nesta sexta-feira (17) que não comentaria a defesa de renúncia do presidente da Câmara, Hugo Motta, apresentada pelo líder do PT na Casa, Lindbergh Farias. Boulos, que é deputado licenciado, respondeu em entrevista coletiva que responde pelo governo.
Apesar de não endossar o movimento de Lindbergh, o ministro criticou a condução da Câmara após a aprovação do PL da dosimetria. Ele classificou como grave a forma como as questões têm sido tratadas no Legislativo e afirmou que a aprovação da chamada anistia envergonhada distorce o relacionamento da Câmara com o povo.
Contexto recente na Câmara
Boulos lembrou episódios envolvendo o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), incluindo uma cena considerada lamentável em que jornalistas foram alvo de agressões, além da ocupação de mesas da Câmara e do Senado por oposicionistas após a prisão domiciliar de Bolsonaro. Braga foi retirado pela Polícia Legislativa e o plenário chegou a esvaziar.
O ministro também mencionou a ocupação de mesas durante a sessão e a suspensão de Braga por seis meses, ocorrido pela mesma data. Três deputados da oposição enfrentam processos no Conselho de Ética da Câmara por participação na ocupação: Marcel Van Hattem, Marcos Pollon e Zé Trovão.
Repercussões e desdobramentos
Boulos indicou que Motta atua com diferentes pesos a depender do tema. Ele citou ainda restrições de transmissão da TV Câmara e relatos de agressões a jornalistas para justificar a percepção de tratamento desigual na Casa. O governo não confirmou novas ações sobre o tema da dosimetria neste momento.
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