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Processo do governo para combater violência contra mulheres é pior do que sob os Tories

Organizações criticam processo caótico da estratégia VAWG, atrasos e anúncio antes do recesso, com alvo em meninos da escola e críticas à participação de especialistas

Jess Phillips is the parliamentary under-secretary of state for safeguarding and violence against women and girls.
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  • Organizações de referência criticam o desenvolvimento da estratégia do governo sobre violência contra mulheres e meninas, chamando o processo de caótico e “pior do que sob os Tories”.
  • Ministros se preparam para um anúncio maciço da política antes da publicação da estratégia, prevista para a próxima semana, após atrasos em relação à primavera, verão e outono.
  • Fontes do setor dizem que especialistas de campo foram marginalizados e questionam se a estratégia será suficientemente radical para cumprir a promessa de reduzir pela metade a VAWG em uma década.
  • O plano, agora, terá como alvo meninos de escola, com foco em prevenir a radicalização de jovens homens, impedir abusadores e apoiar vítimas; a divulgação ocorreria próximo ao recesso de Natal.
  • Há preocupação com a falta de envolvimento de especialistas e com a ausência de monitoramento e avaliação; cobra-se uma estrutura de acompanhamento, transparência e escrutínio externo.

O governo enfrenta críticas de organizações-chave pelo andamento da estratégia de violência contra mulheres e meninas (VAWG). O plano, adiado diversas vezes, deve ser publicado na próxima semana antes do recesso de Natal, com foco em reduzir crimes e abusos.

Fontes do setor apontam que houve atraso e falta de engajamento de especialistas. Mesmo com promessas de mudanças, há receio de que o documento final não seja suficientemente radical para cumprir a meta de cortar pela metade a VAWG em uma década. O processo é visto como caótico.

Alvo da estratégia muda para meninos

Ontem, surgiu a informação de que o alvo principal passa a ser meninos da escola, com eixos em prevenção da radicalização, punição de agressores e apoio às vítimas. A publicação prevista para breve estaria alavancando esse novo foco.

Representantes de organizações da VAWG dizem ter sido marginalizados no desenvolvimento do plano. Um mesmo interlocutor comparou o processo atual ao de gestões anteriores, destacando menos participação de especialistas e menos contato com ministros.

Outros apontam que a estratégia pode perder legitimidade sem monitoramento independente. Mesmo com avanços financeiros, como crédito de £550 milhões para suporte à vítima, há cobrança por estrutura de avaliação e transparência contínua.

Críticos informam que a ausência de participação de organizações-chave compromete a efetividade. A presidente da comissão parlamentar explicou que houve engajamento limitado com o conselho consultivo de VAWG, que se reuniu pouco, elevando preocupações sobre governança.

Entre as vozes, a líder de uma coalizão de defesa das vítimas enfatiza avanços, mas ressalta a necessidade de mecanismos de acompanhamento. O objetivo é evitar repetição de falhas observadas em estratégias anteriores por falta de supervisão.

O Ministério do Interior não comentou o conteúdo discutido, enfatizando apenas que a estratégia busca reduzir a violência e apoiar as vítimas. A data de publicação está prevista para antes do recesso parlamentar, conforme apuração.

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