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Hugo Motta suspende escolta de deputada do PSOL alvo de ameaças

Escolta da deputada Talíria Petrone é suspensa por ato da Mesa; medida pode retornar se requisitos forem atendidos, apesar de ameaças persistirem

1 de 2 A deputada federal e líder da federação PSOL-Rede na Câmara dos Deputados, Talíria Petrone (PSOL-RJ). — Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
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  • A escolta da deputada Talíria Petrone, líder do PSOL na Câmara, foi suspensa por decisão do presidente da Casa, Hugo Motta, com base no Ato da Mesa nº 213/2025, válida até 10 de dezembro de 2025, e passa a vigorar a partir de 11 de dezembro de 2025.
  • A medida ocorreu sem aviso prévio e provocou críticas; Petrone entende que houve retaliação política.
  • Segundo ela, as ameaças de morte continuam sendo investigadas pela Polícia Federal e pela Polícia Civil, e ela precisou contratar escolta privada para retornar ao Rio de Janeiro com os filhos.
  • A deputada já recebia proteção desde 2018-2019 devido a ameaças de milícia, ataques racistas e misoginia, o que a levou a deixar o Rio com a família em 2020.
  • A Presidência da Câmara sustenta que a decisão pode ser revista e que é possível reautorizar a escolta desde que sejam cumpridos os procedimentos e requisitos previstos.

A deputada Talíria Petrone, líder do PSOL na Câmara, teve a escolta da Polícia Legislativa Federal suspensa por decisão do presidente da Casa, Hugo Motta. A medida, baseada no Ato da Mesa nº 213/2025, vale até 10 de dezembro de 2025 e passa a vigorar a partir de 11/12/2025. A decisão foi tomada sem aviso prévio.

A parlamentar, que já recebia proteção desde 2018-2019 por ameaças de milícias, ataques racistas e misoginia, explicou que precisou recorrer a escolta privada para retornar ao Rio de Janeiro com seus filhos após a suspensão. Os motivos alegados envolvem conduta pessoal, segundo o expediente da Mesa.

A retirada ocorreu após Petrone intensificar críticas à condução de Motta no plenário e atuar contra pautas defendidas pelo presidente. Ela classifica o gesto como retaliação política e afirma que o fim da proteção desvaloriza os riscos à sua integridade física e à de seus filhos.

Segundo a deputada, a decisão partiu de um documento que apontaria supostos problemas de conduta pessoal, como uso de Uber, visitas a locais com aglomeração e horários noturnos. Ela questiona a contradição entre divulgar risco e manter a escolta de outras autoridades.

Petrone sustenta que já houve investigação de ameaças por milícia, com inquéritos em andamento na Polícia Federal e na Polícia Civil. Em 2020, diante de denúncias recebidas pelo Disque-Denúncia, deixou o Rio com os filhos por cerca de um ano, em meio à pandemia.

A Presidência da Câmara informou, via despacho assinado em 8 de dezembro, que a decisão foi embasada por análises técnicas e informações da Polícia Federal e do Ministério Público estadual que indicaram a insubsistência dos motivos que justificavam a proteção. A medida, no entanto, não é definitiva e pode ser reavaliada.

A Defesa da deputada deixa claro que a suspensão ocorreu após um discurso crítico no plenário e que não houve comunicação prévia sobre a mudança. Ela afirma que, sem escolta, precisou contratar proteção particular para continuar atividades públicas.

Fonte: reportagens da GloboNews, com base em informações da Câmara dos Deputados e de assessorias envolvidas.

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