- O presidente da Câmara, Hugo Motta, suspendeu a escolta da deputada Talíria Petrone em 8 de dezembro, com base em parecer técnico do Departamento de Polícia Legislativa Federal, que apontou não haver mais ameaças recorrentes.
- Na noite de sábado, 13 de dezembro, Motta reverteu a decisão e manteve provisoriamente a proteção durante a reavaliação, sinalizando possibilidade de nova autorização conforme procedimentos.
- Petrone contesta a medida, afirma que não houve comunicação adequada sobre o fim das ameaças e contratou escolta privada temporária para retornar ao Rio de Janeiro.
- A parlamentar acusa retaliação política, citando críticas que fez ao presidente da Câmara e sua atuação em pautas defendidas pela bancada do PSOL.
- O despacho formaliza a suspensão a partir de 11 de dezembro de 2025, mas deixa aberta a possibilidade de uma nova autorização de escolta caso sejam cumpridos os requisitos legais.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, suspendeu a escolta da deputada Talíria Petrone em 8 de dezembro, com base em parecer técnico de 4 de dezembro. A proteção já existia há anos devido a ameaças associadas a milícias e a ataques contra a parlamentar.
Diante de pedido de reconsideração apresentado pela líder do PSOL, Motta retomou provisoriamente a escolta durante a reavaliação do caso. A Presidência afirmou que a decisão aguarda uma deliberação final sobre o novo pedido de autorização. A defesa da deputada contesta a motivação e aponta retaliação.
Contexto e desdobramentos
Talíria Petrone informou que não houve comunicação direta do presidente da Câmara sobre a suposta mudança de risco. Ela também destacou que precisou contratar escolta privada com recursos próprios para retornar ao Rio de Janeiro, participando de atos públicos.
A decisão de suspender a proteção foi formalizada por despacho assinado por Motta, com base em ato da Mesa que previa prazo e condições para a escolta. A Polícia Federal e o Ministério Público do Rio de Janeiro constataram a inexistência de ameaças recorrentes, segundo o documento. O texto ressalta que a medida não é definitiva.
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