- Sóstenes Cavalcante criticou acelerar a cassação do deputado condenado pela trama golpista e defendeu que o processo siga o rito tradicional, com análise pela Comissão de Constituição e Justiça antes de ir a plenário; pediu que a cassação não seja pautada nesta semana.
- O líder do PL afirmou que o aliado só consideraria uma renúncia em dois mil e vinte e seis, caso o processo de asilo avance; a prioridade de Ramagem, segundo ele, é definir a situação migratória.
- O PL diz haver espaço para discussão do caso na Câmara e mantém a posição de evitar tratamento desigual em relação a outros congressistas.
- A Polícia Federal informou que Ramagem fugiu do Brasil pela fronteira com a Guiana, seguiu até Georgetown e embarcou para Miami, using um passaporte diplomático cancelado que ainda constava no sistema internacional.
- No final de semana, a PF prendeu Celso Rodrigo de Mello, apontado como envolvido na saída de Ramagem; a prisão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Diante de forte tensão política, Sóstenes Cavalcante criticou a pressa na cassação do aliado condenado na trama golpista. Em Brasília, o líder afirmou ter conversado com Ramagem ao longo do dia e reforçou defesa pelo rito da Câmara, via Comissão de Constituição e Justiça. A posição é manter o processo dentro do procedimento formal, sem votações diretas.
Ele informou ainda que pretende impedir a aceleração do processo na Câmara e pediu ao presidente da Casa, Hugo Motta, que não pautasse a cassação nesta semana. O PL vê espaço para debate, desde que respeite o rito e a igualdade de tratamento entre congressistas. A estratégia visa evitar decisões precipitadas.
Fuga de Ramagem
A Polícia Federal informou que Ramagem deixou o Brasil pela fronteira com a Guiana e seguiu para Georgetown, antes de seguir para Miami, nos EUA. A travessia ocorreu sem registro em postos de controle migratório, com apoio de uma rede de facilitadores. O itinerário contou com uso de um passaporte diplomático já cancelado, porém não marcado como inválido no sistema internacional.
A PF destacou que o deslocamento ocorreu de forma irregular e que a ação envolve apoio de terceiros. No mesmo fim de semana, Celso Rodrigo de Mello foi preso sob acusação de facilitar a saída do país; a detenção foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A investigação mira, principalmente, o foco migratório de Ramagem e o patrimônio relacionado aos agentes.
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