- Aldo Rebelo deixará o MDB para disputar a presidência da República pelo Democracia Cristã (DC).
- A pré-candidatura deve ser lançada no dia 31 de janeiro, em São Paulo.
- Rebelo atuou no PCdoB por quarenta anos, mas rompeu com a esquerda.
- Em maio, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, ameaçou prendê-lo por desacato durante depoimento.
- Em entrevista à coluna Painel, da Folha de S.Paulo, ele citou os 4 Rs — retomada do crescimento, redução das desigualdades, revalorização da democracia e reconstrução da defesa nacional — e disse não querer ser classificado por rótulos ideológicos.
Aldo Rebelo anunciará a sua mudança de MDB para disputar a presidência da República pelo Democracia Cristã, a DC. A pré-candidatura está prevista para ser lançada em 31 de janeiro, em São Paulo. O objetivo é viabilizar a candidatura ao longo do primeiro semestre.
O ex-ministro informou o MDB sobre a mudança na semana passada. Rebelo deixou o PCdoB após quatro décadas de filiação, rompendo com a linha de atuação da antiga base esquerda. Ele tenta consolidar uma agenda independente, sem identificação com rótulos ideológicos tradicionais.
Em entrevista à coluna Painel, da Folha de S. Paulo, Rebelo apresentou as quatro linhas orientadoras de sua proposta: retomada do crescimento, redução das desigualdades, valorização da democracia e reconstrução da agenda de defesa nacional. O ex-ministro enfatizou que não pretende enquadrar-se em direita, esquerda ou terceira via.
Movimentação partidária e impactos
Ainda segundo apuração, Rebelo comunicou formalmente ao MDB sobre a mudança de filiação. O histórico de 40 anos no PCdoB é citado como parte de sua trajetória, agora direcionada ao movimento pela DC. A estratégia envolve abrir espaço para o lançamento da candidatura ainda no primeiro semestre.
Sobre o tema político, Rebelo reforçou a intenção de manter uma comunicação neutra, sem adesões a rótulos de campo. Não houve declaração sobre alianças concretas ou apoio de outros grupos até o momento. A DC planeja confirmar a pré-candidatura no próximo mês.
Em maio, o STF chegou a mencionar a possibilidade de prisão por desacato durante depoimento, em relação a conflitos judiciais envolvendo Rebelo. O episódio aparece apenas como contexto de histórico institucional, sem impactos diretos anunciados para a candidatura atual.
A DC não confirmou detalhes adicionais sobre a programação de lançamento nem sobre a estrutura de campanha que será adotada. A imprensa acompanha a agenda e a viabilidade de uma candidatura com foco em propostas de governo, sem alinhamento com blocos partidários tradicionais.
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