- O ex-líder liberal Josh Frydenberg afirmou que o primeiro-ministro Anthony Albanese é responsabilizado pessoalmente pelas 15 mortes do ataque em Bondi, dizendo que o país falhou com a comunidade judaica.
- Albanese atribuiu o ataque a uma “ideologia perversa, ideologia terrorista” e pediu ações contra o antissemitismo, com o governo federal priorizando reformas de armas.
- O premier de New South Wales, Chris Minns, anunciou planos de restringir protestos após a designação de terrorismo, dizendo que houveria bases para negar pedidos de manifestação; a legislação deve ser votada na semana seguinte.
- O governo estadual afirmou que a lei precisará ser redigida de forma cuidadosa para evitar questões constitucionais, e que as reformas não seriam direcionadas a um grupo específico.
- Diversos líderes de oposição divergem sobre o foco das medidas: alguns defendem mais controle migratório e ações contra antissemitismo, enquanto outros questionam a necessidade de novas regras de armas, mantendo a ideia de tratar os problemas de forma abrangente.
Um ataque terrorista em Bondi, na Austrália, deixou 15 mortos, incluindo uma criança de 10 anos. A autoria é atribuída a um extremista aliado ao grupo Estado Islâmico. As autoridades apuram as circunstâncias e motivação do atentado.
O ex-responsável financeiro liberal Josh Frydenberg afirmou que o primeiro-ministro Anthony Albanese é pessoalmente responsável pela tragédia, citando falhas no enfrentamento da antissemitismo. Frydenberg fez suas afirmações em Bondi Pavilion, em um discurso emocionado.
O premiê estadual de New South Wales, Chris Minns, sinalizou a possibilidade de restringir protestos após o atentado, designação de terrorismo e novas regras para manifestações públicas. A medida busca evitar tensões e manter a coesão da comunidade, segundo o governo.
Propostas e repercussões na esfera federal
Minns disse que a legislação pode travar protestos por motivos internacionais, com o objetivo de proteger a segurança pública. A oposição teme impactos à liberdade de expressão e ressalta questões constitucionais. O parlamento federal não tem sessão marcada, mas pode ser convocado precocemente.
Frydenberg também pediu ações contra discursos de ódio, proibição de oradores de ódio e fiscalização mais rígida de imigrantes. O ex-político pediu ainda uma comissão real sobre antissemitismo e sobre o ataque de Bondi, além de investigar chegadas de Gaza.
O ministro das Finanças, Jim Chalmers, afirmou que o governo já atua contra o antissemitismo e que novas medidas podem surgir. Chalmers destacou que o governo considera sugestões da comunidade e de especialistas para ampliar as ações.
Anthony Albanese classificou o ataque como perpetrado por uma ideologia perversa e terrorista, ressaltando a necessidade de reformas de armas. O primeiro-ministro reiterou o apoio à investigação e a implementação recomendada no relatório de Jillian Segal.
O relatório de Segal, solicitado pelo governo, propõe ampliar triagens de imigrantes para identificar visões extremistas. Os líderes da Coalizão defendem a adoção integral das recomendações, enquanto alguns membros expressam cautela quanto a mudanças no direito de posse de armas.
Apolítica de imigração e as ações contra o extremismo permanecem em debate. Parlamentares de diferentes bandeiras discutem como equilibrar segurança pública, direitos civis e liberdade de expressão em meio aos novos debates posteriores ao ataque.
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