- A Quaest mostra Flávio Bolsonaro à frente de candidatos da direita, com Lula em 41%, Flávio em 23% e Tarcísio em 10% (dados da leitura nova, divulgado nesta terça-feira).
- A rejeição também é alta: Flávio tem 60%, Lula 54% e Tarcísio 47%.
- Centrão ficou pessimista com a viabilidade de Tarcísio e há risco de pulverização de candidaturas na direita.
- O Palácio avalia Flávio como antagonista de Lula, preferindo enfrentar um Bolsonaro já conhecido em comparação a nomes moderados.
- O governo entende que o apoio da família Bolsonaro a Flávio permanece, o que complica entendimentos para renovar alianças em torno de Tarcísio.
O que aconteceu: uma nova leitura da pesquisa Quaest aponta vantagem de Flávio Bolsonaro em cenários de direita, impactando a leitura do jogo político para 2026. No cenário Lula 41%, Flávio Bolsonaro 23% e Tarcísio de Freitas 10%, com elevada rejeição entre os respondentes.
Quem está envolvido: o levantamento envolve o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-presidente Lula (PT). Também aparecem no debate nomes como Ratinho Júnior (PSD) e Ronaldo Caiado (União Brasil), citados como possíveis apostas para evitar a polarização.
Quando e onde: a Quaest divulgou os números nesta terça-feira (16). A leitura foi compartilhada entre lideranças do Centrão e interlocutores do Palácio do Planalto, com foco nas eleições de 2026.
Por que importa: a pesquisa reforça a percepção de consolidação de Flávio Bolsonaro como personagem central na disputa da direita, em meio a temores de pulverização de candidaturas. A alta rejeição de Flávio (60%), semelhante à de Jair Bolsonaro, sustenta críticas sobre a viabilidade de alianças políticas em torno dele.
Cenário da direita e impactos internos
Flávio aparece à frente de candidatos apoiados pela direita, segundo a leitura da Quaest. Lula lidera com 41%, seguido por Flávio com 23% e Tarcísio com 10%. A rejeição elevada de Flávio sugere teto baixo para a candidatura, mesmo diante de vantagem relativa frente a outros nomes.
Centrão avalia que o apoio contínuo a Flávio pode depender da permanência do capital político herdado de Jair Bolsonaro. O grupo entende que esse fator pesa mais do que acordos futuros envolvendo perdão presidencial, mantendo a família Bolsonaro como base.
Repercussões políticas e estratégias
Com o cenário favorável a Flávio, há expectativa de pulverização de candidaturas na direita, se consolidando o risco de múltiplos postulantes disputando o espaço. Ratinho Júnior e Caiado aparecem como possíveis entrantes com a intenção de divergir da polarização Lula-Bolsonaro.
No Planalto, a percepção é de que enfrentar Lula na cabeça de chapa é mais eficiente com um nome conhecido de rejeição elevada, em vez de apostar em um moderado. A leitura interna aponta que a vitória de Flávio fortalece a oposição entre Lula e Bolsonaro, fortalecendo o antagonismo na órbita federal.
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