- A Polícia Federal enviou um ofício ao ministro Alexandre de Moraes para definir o destino de cartas e encomendas enviadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso há três semanas na PF em Brasília.
- Moraes é o relator da execução da pena de Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses por participação na trama golpista.
- No documento, a PF aponta que cartas chegaram à unidade endereçadas a Bolsonaro e que não há norma interna da corporação para esse tipo de pacote em prisões de longa permanência.
- O delegado Marcos Paulo Pimentel sugere ao STF um fluxo para o tratamento dos pacotes e questiona se Bolsonaro pode escrever cartas para familiares ou terceiros.
- O ofício não informa quantos pacotes foram recebidos nem dá prazo para a resposta de Moraes.
A Polícia Federal encaminhou um ofício ao ministro do STF Alexandre de Moraes nesta terça-feira (16) para definir o destino de cartas e encomendas recebidas pela PF, destinadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso há três semanas na superintendência da PF em Brasília. Moraes ocupa o papel de relator da execução da pena imposta a Bolsonaro.
O documento, assinado pelo delegado regional executivo da PF no Distrito Federal, Marcos Paulo Pimentel, afirma que recentemente pacotes chegaram à unidade endereçados a Bolsonaro. Não há, segundo o texto, norma interna da PF sobre como tratar esse tipo de correspondência.
A PF aponta que costuma não manter presos por longos períodos em suas dependências e ressalta a falta de diretrizes claras para esse tipo de situação. O ofício também questiona se Bolsonaro pode escrever cartas para familiares ou terceiros durante o cumprimento da pena.
Não há, no entanto, informações sobre o número de pacotes recebidos nem detalhamento das características das encomendas. Também não há prazo definido para a resposta de Moraes aos questionamentos apresentados pela PF.
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