- A Polícia Federal investiga cinco pagamentos de R$ 300 mil feitos pelo empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, à empresa de Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís da Silva, filho do presidente Lula.
- A decisão do ministro do STF André Mendonça autorizou a mais nova fase da operação Sem Desconto; em diálogos, o empresário afirma que o destinatário seria “o filho do rapaz”.
- Segundo relatório da PF, uma consultoria ligada ao Careca do INSS transferiu ao menos R$ 1,5 milhão à empresa de Roberta em cinco repasses de R$ 300 mil.
- Roberta Luchsinger foi alvo de busca e apreensão e passou a usar tornozeleira eletrônica; a defesa afirma que ela jamais teve relação com descontos do INSS e que as tratativas envolviam regulação de empresas de canabidiol.
- Um ex-assessor do Careca, Edson Claro, afirmou à PF ter recebido pagamentos mensais próximos de R$ 300 mil; o total poderia chegar a R$ 25 milhões, com lembrança de viagens a Portugal entre o Careca e o filho do presidente.
A Polícia Federal investiga cinco pagamentos de 300 mil reais feitos pelo empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, à empresa de Roberta Luchsinger. A operação Sem Desconto ganhou nova fase após decisão do ministro do STF André Mendonça.
A PF apura que os pagamentos ocorreram em cinco transferências anuais, totalizando pelo menos 1,5 milhão de reais, conforme relatório citado na decisão. O destino teria sido a empresa de Roberta Luchsinger, ligada a pessoas próximas ao universo político.
O inquérito aponta que a relação entre os envolvidos envolve um possível elo com o filho do ex-presidente, momento em que a PF descreve mensagens em que o destinatário é citado como “o filho do rapaz”, sem identificação clara. Roberta afirma não ter relação com descontos do INSS.
A nova fase também incluiu buscas e a colocação de tornozeleira eletrônica para Roberta. A PF destaca que o Careca orientou um funcionário a realizar os pagamentos à empresa da empresária, associando os valores a um terceiro referido apenas como filho.
Entre 29 de abril de 2025, mensagens indicaram preocupação com a descoberta de informações durante a ação policial. Em seguida, Roberta sugeriu apagar dados de contatos, segundo a investigação, enquanto Antunes expressou apreensão com a situação.
Dias depois, em maio de 2025, Roberta enviou ao Careca o possível vínculo com o nome Fábio relacionado à Friboi. A PF aponta que a menção indica continuidade de comunicações entre os investigados após o início da operação.
A defesa de Roberta informou que ela nunca esteve envolvida com descontos do INSS e que as tratativas com Antunes tinham como objetivo tratar de regulação de empresas de canabidiol, sem desdobramentos efetivos.
Outra linha de apuração envolve uma acusação de ex-assessor do Careca, Edson Claro, que afirmou ter recebido pagamentos mensais próximos de 300 mil reais, descritos como uma espécie de mesada. O montante total poderia chegar a 25 milhões de reais.
Segundo depoimento citado pela PF, há menção de viagens entre o filho do presidente Lula e o Careca, incluindo deslocamentos entre Guarulhos e Lisboa em 2024. O material não confirma participação direta de autoridades públicas, apenas aponta o vínculo entre os investigados.
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